A novela das nove da TV Globo ganha fôlego novo com a virada de fase. A chegada de Pedro Alves como Fernando não é um mero remendo no roteiro, mas uma jogada cirúrgica dos autores Walcyr Carrasco e Claudia Souto. O rapaz entra para amarrar três pontas soltas da trama de uma vez só: vilania, redenção familiar e representatividade.
Confira os bastidores e os impactos dessa escalação no tabuleiro do horário nobre:
- A salvação de Diná: Rosi Campos vinha sofrendo rejeição nas redes sociais pelas maldades contra a protagonista Adriana (Leticia Colin). O amor cego de Diná pelo neto Fernando foi desenhado para humanizar a personagem e amaciar o público. O ator revelou ao jornal Extra que chora de felicidade com o papel e que Fernando funciona como um escudo afetivo para a avó.
- Balde de água fria na web: O romance entre Fernando e Mau Mau (João Victor Gonçalves) chega para quebrar as expectativas dos internautas. Havia uma torcida barulhenta para que o irmão da protagonista ficasse com Felipe (Pietro Antonelli). Os autores ignoraram o “shipper” da internet para apostar em uma jornada mais densa de autodescoberta para o jovem.
- Massa de manobra de Pilar: O estudante de Medicina cai direto na teia da vilã de Isabel Teixeira. Sem a mesada do falecido Arthur Brandão (Antonio Fagundes), Fernando vira refém da megera. Ela o aloja no antigo apartamento do ricaço e exige sua contratação na clínica de Rafael (João Vitor Silva) e César (Rainer Cadete) para usá-lo como espião.
- Laboratório intenso: Carioca da gema, Pedro Alves precisou de fonoaudiologia pesada para apagar o “s” do Rio de Janeiro e adotar o sotaque caipira do interior paulista. O ator — que emendou o papel logo após as gravações de Vermelho Sangue no Globoplay [2] — também frequentou plantões médicos reais para dar corpo ao calouro de Medicina.
Fernando promete agitar a audiência. Ele é o verdadeiro elo entre o núcleo corporativo e o drama da periferia.










