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O ano da virada: Prestes a fazer 25 anos, Henrique Barreira consolida-se como aposta da nova geração da TV e do cinema

No ar no horário nobre em 'Quem ama cuida', ator emenda gravações de superprodução cinematográfica com Andrea Beltrão e segunda temporada de sucesso da Netflix

O ano da virada: Prestes a fazer 25 anos, Henrique Barreira consolida-se como aposta da nova geração da TV e do cinema

No ar no horário nobre em ‘Quem ama cuida’, ator emenda gravações de superprodução cinematográfica com Andrea Beltrão e segunda temporada de sucesso da Netflix

Por Denilson Andrade — Colunista de TV, Arte, Cultura e Celebridades, Rio de Janeiro
RIO — Se a maturidade artística costuma ser moldada pelo tempo, o ator carioca Henrique Barreira parece estar subvertendo o cronômetro da profissão. No próximo dia 31 de agosto, o jovem artista celebra a chegada dos seus 25 anos em meio ao momento mais vertiginoso e promissor de sua carreira até aqui. No ar no principal produto da televisão brasileira — como o romântico e determinado advogado André na novela das nove “Quem ama cuida”, da Rede Globo —, Barreira rompeu as barreiras do rótulo estético para se firmar como uma das mentes mais dedicadas e plurais de sua geração no audiovisual.
Cria legítima dos palcos do clássico teatro O Tablado, e graduado em Artes Cênicas pela UFRJ, Henrique colhe os frutos de uma escalada que começou no fenômeno “Vai na Fé” (2023) e passou pelo sucesso de “Família é Tudo” (2024). No folhetim atual, assinado por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, ele protagoniza um dos núcleos de maior repercussão popular e química da obra. O envolvimento proibido e magnético de seu personagem com a tia postiça, Dora — vivida por Mariana Ximenes —, conquistou a audiência nas redes sociais e das ruas, transformando o casal “Andora” no verdadeiro motor passional da segunda fase da novela.
— Não adianta ser só bonito, tem que ter estudo, trabalho, esforço e um resultado que cative o público — reflete o ator em declarações recentes sobre a alcunha de “galã”, termo que considera reducionista para quem encara a profissão como um constante exercício de técnica e escuta.

Janelas múltiplas: Do Polo Sul ao Jogo do Bicho

A excelente fase na TV aberta é apenas a ponta do iceberg de um ano cirúrgico para o ator. Demonstrando fôlego para transitar entre diferentes formatos e linguagens, Henrique Barreira prepara-se para invadir as telas de cinema e as plataformas de streaming em projetos de alta voltagem dramática.
O primeiro grande passo na tela grande ocorre no aguardado thriller psicológico “Antártida”, superprodução do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo com distribuição da Globoplay. O longa-metragem, que acaba de fazer sua première mundial como o filme de abertura do prestigiado Festival de Cinema de Gramado, coloca Barreira em um elenco estelar encabeçado por nomes do quilate de Andréa Beltrão, Lázaro Ramos, Leandra Leal e Marina Ruy Barbosa.
Dirigido por Bruno Safadi e escrito por Claudia Jouvin, o filme — que chega aos cinemas de todo o país no dia 17 de setembro — acompanha o isolamento de cientistas e militares em uma base no Polo Sul após uma situação extrema de violência contra mulheres da equipe. Henrique integra o grupo de homens confinados sob a desconfiança e a rigorosa investigação conduzida pela subcomandante Elisabeth, personagem de Andréa Beltrão. A produção chama atenção também pelo pioneirismo técnico, tendo sido rodada inteiramente no maior estúdio virtual da América Latina com painéis de LED hiperrealistas.
Paralelamente, o ator retorna ao streaming na segunda temporada de “Os Donos do Jogo”, série da Netflix focada nas disputas de poder em torno do Jogo do Bicho no Rio de Janeiro, onde interpreta Santiago.

A renovação da dramaturgia

Transitando com fluidez entre novela, cinema e plataformas digitais, Barreira destaca a importância de explorar diferentes linguagens em sua trajetória. Consolidando-se como um nome de destaque de sua geração, o ator une o respeito pela tradição televisiva à versatilidade contemporânea.

 

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