Prévia: A Polícia Federal revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro custeou a hospedagem do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do senador Ciro Nogueira em Lisboa, levantando questões sobre a relação entre os envolvidos. O caso faz parte das investigações da Operação Compliance Zero.
A Polícia Federal (PF) concluiu que Daniel Vorcaro, um banqueiro, pagou as diárias de um hotel em Lisboa para Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, e Ciro Nogueira, senador. Essa informação foi revelada em um relatório da Operação Compliance Zero, divulgado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
As investigações apontam que, em 18 de junho de 2024, Vorcaro enviou mensagens de WhatsApp a um colaborador solicitando reservas no Hotel Four Seasons para “Ciro e Hugo”. O relatório destaca a preocupação do banqueiro com a privacidade do local, sugerindo medidas para evitar a visualização do que aconteceria durante a estadia.
Custos da hospedagem
O custo total das cinco diárias no hotel foi estimado em cerca de 3 mil euros, ou R$ 18 mil. A PF encontrou uma fatura que confirma a contratação de duas suítes, uma para cada um dos políticos, reforçando a ligação entre os beneficiários e o pagamento realizado.
Além das diárias, o relatório também menciona que Ciro Nogueira recebeu outros benefícios financeiros de Vorcaro, incluindo viagens internacionais para Paris, Nova Iorque e Courchevel, totalizando mais de R$ 400 mil. Esses dados levantam questões sobre a natureza da relação entre o banqueiro e os políticos.
Reações e investigações
Embora Motta não esteja sendo investigado pela PF, Ciro Nogueira é um dos alvos da investigação e já enfrentou buscas autorizadas pelo STF. Em resposta às perguntas da imprensa, Motta afirmou estar “tranquilo” e que sua presença em Lisboa foi para participar de um evento jurídico organizado pelo ministro Gilmar Mendes.
Até o momento, Ciro Nogueira não se manifestou sobre as revelações do relatório da PF. A situação continua a ser monitorada, dado o potencial impacto nas relações políticas e na percepção pública sobre a integridade dos envolvidos.











