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USDA mantém projeções de soja e milho, mas eleva estoques globais de grãos

O USDA divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda agrícola, mantendo as projeções para soja e milho nos EUA, mas elevando os estoques globais, especialmente de milho...

USDA mantém projeções de soja e milho, mas eleva estoques globais de grãos

Previa: O USDA divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda agrícola, mantendo as projeções para soja e milho nos EUA, mas elevando os estoques globais, especialmente de milho, o que indica um cenário de oferta confortável no mercado.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentou, na última quinta-feira (11), seu relatório mensal de oferta e demanda agrícola (WASDE). As previsões para a safra 2026/27 de soja e milho nos Estados Unidos e Brasil permaneceram estáveis, mas o aumento dos estoques globais, especialmente no milho, chamou a atenção do mercado.

Os dados divulgados reforçam um cenário de ampla oferta mundial de grãos, o que é monitorado de perto por produtores, exportadores e agentes do mercado. A estabilidade nas projeções pode impactar as cotações internacionais, limitando movimentos de valorização.

USDA mantém números da soja nos Estados Unidos

Para a soja, a estimativa de produção nos EUA foi mantida em 120,7 milhões de toneladas. Os estoques finais também permaneceram inalterados, totalizando 8,44 milhões de toneladas. No cenário global, a produção foi ajustada levemente para baixo, passando de 441,54 milhões para 441,34 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais aumentaram de 124,78 milhões para 124,88 milhões de toneladas.

A manutenção dos estoques elevados é um ponto de atenção, pois pode limitar a valorização das cotações internacionais. No Brasil, a produção de soja foi confirmada em 186 milhões de toneladas, consolidando um novo recorde. As exportações brasileiras também foram mantidas em 117,5 milhões de toneladas, reafirmando a liderança do país no comércio global da oleaginosa.

Estoques globais de milho aumentam acima das expectativas

No que diz respeito ao milho, o USDA manteve a estimativa de produção dos EUA em 406,29 milhões de toneladas. Os estoques finais norte-americanos tiveram um pequeno ajuste positivo, passando de 49,71 milhões para 49,78 milhões de toneladas. As exportações dos EUA seguem projetadas em 80,01 milhões de toneladas.

O destaque ficou por conta do cenário global, onde a produção de milho foi revisada para cima, passando de 1,295 bilhão para 1,300 bilhão de toneladas. Essa revisão reflete perspectivas favoráveis em regiões produtoras importantes e resultou em um aumento dos estoques finais mundiais de 277,54 milhões para 281,22 milhões de toneladas.

Brasil mantém produção e exportações de milho

Para o Brasil, o USDA não fez alterações nas principais projeções para a safra 2026/27. A produção nacional de milho foi mantida em 139 milhões de toneladas, com exportações estimadas em 44 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais brasileiros foram reduzidos de 11,38 milhões para 11,1 milhões de toneladas, refletindo um aumento no consumo interno e um maior escoamento da produção.

A manutenção das projeções para as principais origens produtoras e o aumento dos estoques globais indicam um cenário de oferta confortável para soja e milho. Analistas acreditam que a combinação de safras robustas na América do Sul, produção elevada nos EUA e estoques mundiais crescentes deve limitar a alta nas bolsas internacionais no curto prazo.

Fatores climáticos, a demanda da China e o ritmo das exportações brasileiras continuarão a ser determinantes para a formação dos preços globais dos grãos nos próximos meses. O mercado permanece atento a essas variáveis, que podem influenciar significativamente a dinâmica do setor agrícola.

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