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Preços do trigo variam no Sul do Brasil enquanto mercado internacional recua

O mercado de trigo no Sul do Brasil apresenta preços variados, enquanto a colheita nos Estados Unidos avança, pressionando as cotações internacionais.

Preços do trigo variam no Sul do Brasil enquanto mercado internacional recua

Prévia: O mercado de trigo no Sul do Brasil apresenta preços variados, enquanto a colheita nos Estados Unidos avança, pressionando as cotações internacionais. A baixa liquidez e a cautela dos compradores marcam o cenário atual.

O setor de trigo no Brasil, especialmente na Região Sul, enfrenta um momento de negociações limitadas e preços distintos. Os produtores mantêm firmeza nas ofertas, mas os moinhos hesitam em aumentar suas compras devido à demanda ainda restrita. Essa situação é agravada pela queda das cotações na Bolsa de Chicago, onde o avanço da colheita nos Estados Unidos impacta o mercado global.

Movimentação comercial no Sul do Brasil

De acordo com a TF Agroeconômica, o comportamento do mercado físico varia entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mas todos enfrentam uma movimentação comercial reduzida. No Rio Grande do Sul, o trigo de melhor qualidade é negociado entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada, enquanto o trigo melhorador pode chegar a R$ 1.500 por tonelada.

Os moinhos gaúchos já estão cobertos para a maior parte de suas necessidades a curto prazo e começam a se preparar para agosto. No entanto, preocupações com a próxima safra surgem, especialmente em relação aos custos de produção e aos riscos fitossanitários, como a incidência de DON, uma micotoxina que compromete a qualidade dos grãos.

Em Santa Catarina, a comercialização também é limitada, com dificuldades na venda de farinha que restringem novas compras. Os preços do trigo-pão giram em torno de R$ 1.360 por tonelada, enquanto o trigo melhorador é negociado próximo de R$ 1.400. No Paraná, as operações são motivadas pela necessidade de espaço para a safrinha de milho, com preços variando entre R$ 1.450 e R$ 1.500 por tonelada.

Impacto da colheita nos Estados Unidos

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago registrou queda nas cotações do trigo, influenciada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. Até o dia 21 de junho, 40% da área prevista já havia sido colhida, superando as expectativas do mercado e a média histórica dos últimos cinco anos.

Além disso, 54% das lavouras de trigo de primavera estão em boas condições, embora esse número tenha caído em relação à semana anterior. A pressão sobre os preços é acentuada pela expectativa de uma oferta global abundante, apesar de uma revisão negativa na produção russa, que pode limitar um pouco as perdas no mercado.

Os contratos futuros de trigo na Bolsa de Chicago fecharam com queda, com os vencimentos de julho cotados a US$ 5,86 por bushel, uma redução de 1,79% no dia. Os contratos para setembro encerraram a sessão a US$ 5,97 por bushel, com recuo de 1,72%.

Perspectivas futuras

O mercado de trigo permanece dividido entre os fundamentos internos e externos. No Brasil, a baixa disponibilidade de negócios e as incertezas em relação à próxima safra sustentam parte dos preços no Sul. Entretanto, a evolução da colheita nos Estados Unidos e a expectativa de uma oferta global ampla continuam a pressionar as cotações.

O clima nos próximos meses será crucial para a formação dos preços do cereal, tanto nas regiões produtoras brasileiras quanto nos principais exportadores mundiais. A atenção do mercado se volta para os desdobramentos climáticos e suas possíveis implicações na produção e nos preços do trigo.

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