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Menor oferta de trigo no Brasil e tensões no Mar Negro elevam preços no mercado.

O mercado de trigo no Brasil enfrenta uma oferta reduzida e tensões no Mar Negro, o que pode impactar os preços do cereal nos próximos meses.

Menor oferta de trigo no Brasil e tensões no Mar Negro elevam preços no mercado.

Previa: O mercado de trigo no Brasil enfrenta uma oferta reduzida e tensões no Mar Negro, o que pode impactar os preços do cereal nos próximos meses. Com negociações lentas, a atenção se volta para os desafios climáticos e logísticos que afetam a produção.

O cenário atual do mercado brasileiro de trigo é marcado por uma baixa liquidez, especialmente nos estados do Sul, onde as negociações ocorrem de forma pontual. A combinação de uma produção nacional inferior à esperada, riscos logísticos no Mar Negro e problemas climáticos em países produtores importantes pode levar a um aumento nos preços do cereal no médio prazo.

Desafios e expectativas no Sul do Brasil

No Rio Grande do Sul, os moinhos estão abastecidos até setembro, o que diminui o interesse por novas compras a curto prazo. No entanto, a necessidade de garantir o abastecimento até novembro pode sustentar os preços. As cotações para retirada em agosto estão em torno de R$ 1.300 por tonelada, com o trigo melhorador sendo negociado a R$ 1.350 por tonelada.

Enquanto isso, as lavouras enfrentam dificuldades climáticas. Atualmente, 95% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo, com apenas 5% em fase de floração. A baixa incidência de sol e registros de perdas por deficiência nutricional e enxurradas têm limitado o crescimento das plantas.

Mercado em Santa Catarina e Paraná

Em Santa Catarina, o mercado permanece estável, mas com baixa movimentação. A indústria enfrenta dificuldades para recompor margens na comercialização da farinha, o que limita novas aquisições. Os preços do trigo para panificação variam entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada.

No Paraná, os preços se mantêm firmes, com negociações em torno de R$ 1.450 por tonelada CIF Curitiba. O estado concluiu o plantio em 727,5 mil hectares, uma redução de 11% em relação à safra anterior. Apesar disso, 97% das lavouras estão em boas condições, com uma produção estimada de 2,38 milhões de toneladas.

Impactos da produção e do clima no mercado global

A redução das áreas cultivadas no Paraná e no Rio Grande do Sul deve diminuir a oferta nacional, com uma produção conjunta estimada em 4,71 milhões de toneladas, representando uma queda de 26% em relação à safra passada. Esse cenário pode elevar a dependência das importações e sustentar os preços internos.

Além disso, a tensão no Mar Negro continua a ser um fator de risco significativo. Ataques a portos e terminais de exportação podem afetar o comércio global de trigo, com uma possível interrupção das exportações da Rússia retirando até 35 milhões de toneladas do mercado internacional.

Os problemas climáticos também preocupam, com a seca nos Estados Unidos e o excesso de umidade na Argentina afetando a produção. Embora o mercado esteja pressionado no curto prazo, os fundamentos indicam uma possível recuperação no médio prazo, com recomendações para que os produtores adotem estratégias de comercialização gradual.

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