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TRE-SC suspende pesquisa que favorecia bolsonaristas por erros graves

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina suspendeu uma pesquisa do Instituto Mapa, que apresentava erros graves de metodologia, incluindo a inclusão de bairros inexistentes.

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Prévia: O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina suspendeu uma pesquisa do Instituto Mapa, que apresentava erros graves de metodologia, incluindo a inclusão de bairros inexistentes. A decisão pode impactar a corrida eleitoral no estado, onde candidatos bolsonaristas têm mostrado vantagem nas intenções de voto.

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) decidiu suspender uma pesquisa encomendada pela Rádio Canoinhas ao Instituto Mapa, após identificar sérias falhas metodológicas. A liminar foi concedida em resposta a um pedido do Partido Social Democrático (PSD), que alegou irregularidades que poderiam influenciar o eleitorado local.

Entre os erros apontados, destacam-se a menção a bairros que não existem e a falta de identificação de locais onde as entrevistas foram realizadas. A pesquisa, divulgada desde o dia 23 de julho, foi considerada “desacordo com a norma” pelo desembargador Jaime Machado Junior, que ressaltou o potencial de distorção nas intenções de voto.

Irregularidades na pesquisa

Uma das principais críticas à pesquisa foi a inclusão de bairros fictícios, como um que foi listado como pertencente a Lontras, mas que na verdade se localiza em Porto Belo. Além disso, 378 das 1008 entrevistas realizadas não informaram os bairros dos respondentes, o que compromete a representatividade dos dados coletados.

Esta não é a primeira vez que pesquisas são barradas em Santa Catarina. Recentemente, um levantamento do Instituto Veritá também foi suspenso por utilizar dados de cidades do Maranhão, evidenciando uma preocupação crescente com a qualidade das informações que influenciam a opinião pública.

Desde 2023, os dois CNPJs envolvidos na pesquisa suspensa receberam mais de R$ 2,6 milhões do governo de Santa Catarina, conforme informações do Portal da Transparência. Essa quantia levanta questionamentos sobre a utilização de recursos públicos em pesquisas que não atendem aos padrões exigidos pela legislação eleitoral.

A suspensão da pesquisa ocorre em um momento crítico, já que o estado é considerado um laboratório para as estratégias eleitorais do bolsonarismo. Candidatos como Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição, e outros nomes da direita, como Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL), têm mostrado vantagem nas intenções de voto, o que torna a precisão das pesquisas ainda mais relevante.

As partes envolvidas ainda poderão se manifestar sobre a decisão do TRE-SC, mas a suspensão já gera um impacto significativo na dinâmica eleitoral do estado. A expectativa é que novas diretrizes sejam estabelecidas para garantir a integridade e a transparência nas pesquisas eleitorais futuras.

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