Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Transporte público consome até 18% do salário mínimo de famílias de baixa renda

Um estudo da Universidade de Brasília revela que o custo do transporte público pode consumir até 18% da renda líquida de trabalhadores que recebem um salário mínimo, impactando diretamente suas...

Transporte público consome até 18% do salário mínimo de famílias de baixa renda

Prévia: Um estudo da Universidade de Brasília revela que o custo do transporte público pode consumir até 18% da renda líquida de trabalhadores que recebem um salário mínimo, impactando diretamente suas condições de vida.

O transporte público no Brasil, especialmente nas grandes cidades, representa um desafio significativo para famílias de baixa renda. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), os gastos mensais com ônibus e metrô podem chegar a R$260, o que compromete uma parte considerável do orçamento dessas famílias.

O estudo destaca que o impacto financeiro é mais severo para aqueles que residem em regiões periféricas e precisam percorrer longas distâncias para trabalhar ou estudar. Enquanto as famílias com maior renda destinam uma fração menor de seus ganhos ao transporte, os trabalhadores de baixa renda enfrentam um ônus proporcionalmente maior.

Desigualdade e Acesso ao Mercado de Trabalho

Os pesquisadores apontam que o modelo atual de financiamento do transporte coletivo acentua as desigualdades sociais. O alto custo das passagens não apenas limita o acesso ao transporte, mas também pode influenciar negativamente os processos de contratação, dificultando a inserção desses trabalhadores no mercado de trabalho.

O estudo utiliza como referência os preços praticados no Distrito Federal, onde a tarifa de ônibus urbano é de R$5,50 e algumas linhas metropolitanas podem ultrapassar R$11. Essa realidade, segundo os pesquisadores, é semelhante em outras capitais brasileiras, onde o custo da mobilidade também se torna um obstáculo para muitos trabalhadores.

Proposta da Tarifa Zero

Como solução, os autores do estudo sugerem a implementação da tarifa zero nas 27 capitais brasileiras e suas regiões metropolitanas. Essa medida, segundo eles, poderia injetar cerca de R$45,6 bilhões por ano na economia, permitindo que os recursos atualmente gastos com passagens fossem redirecionados para o consumo de bens e serviços.

A proposta inclui a criação de um fundo nacional para financiar o sistema de transporte, substituindo o modelo atual de vale-transporte. Os cálculos indicam que uma contribuição mensal de R$250 por trabalhador seria suficiente para viabilizar a gratuidade, sendo obrigatória apenas para empresas com mais de dez funcionários.

Além de facilitar o acesso à mobilidade, a tarifa zero poderia contribuir para a redução das desigualdades sociais, fortalecer a economia local e melhorar o acesso da população a serviços essenciais como saúde e educação.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta