Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Tiffany Abreu critica CBV por exclusão de mulheres trans no vôlei feminino: “Não vou me calar”

Tiffany Abreu, jogadora de vôlei e referência na comunidade trans, expressou sua indignação após a CBV decidir seguir as diretrizes do COI, que excluem mulheres trans do vôlei feminino.

Tiffany Abreu critica CBV por exclusão de mulheres trans no vôlei feminino: "Não vou me calar"

Previa: Tiffany Abreu, jogadora de vôlei e referência na comunidade trans, expressou sua indignação após a CBV decidir seguir as diretrizes do COI, que excluem mulheres trans do vôlei feminino. A atleta promete lutar por seus direitos e pela inclusão no esporte.

A decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) de adotar a política do Comitê Olímpico Internacional (COI), que proíbe a participação de mulheres trans no vôlei feminino, gerou uma forte reação de Tiffany Abreu, uma das principais figuras da comunidade trans no esporte brasileiro. A jogadora, que atua pelo Osasco, fez um desabafo após a partida contra o Pinheiros, onde sua equipe foi derrotada por 3 sets a 2.

Em seu pronunciamento, Tiffany destacou a importância do voleibol em sua vida e o impacto negativo que essa decisão tem sobre sua carreira e sobre outras atletas trans. “A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos”, afirmou a oposta, que possui uma trajetória de 10 anos no vôlei feminino.

Impacto da decisão da CBV

A partir da nova política, a CBV restringe a elegibilidade para competições femininas a atletas do sexo biológico feminino, utilizando critérios como a testagem do gene SRY. Essa mudança, que já está em vigor em competições internacionais, será aplicada em eventos nacionais a partir da temporada 2026/2027, afetando diretamente a carreira de Tiffany.

A jogadora, que completou sua transição de gênero em 2017, se vê diante de um retrocesso significativo na luta pela inclusão e reconhecimento das pessoas trans no esporte. “Estamos em 2026. Não podemos ter esse retrocesso jamais”, enfatizou Tiffany, ressaltando a importância de continuar a luta por direitos e visibilidade.

Apesar das dificuldades, Tiffany afirmou que não se calará e que tomará todas as medidas necessárias para garantir que sua luta e a de outras atletas não sejam em vão. “Meus 10 anos não foram em vão e vou lutar por eles e por todos vocês”, declarou, prometendo seguir em frente em sua jornada no voleibol.

Repercussão e apoio

A decisão da CBV e o desabafo de Tiffany geraram uma onda de apoio nas redes sociais, com muitos fãs e colegas de equipe expressando solidariedade à jogadora. A comunidade esportiva e a sociedade em geral estão cada vez mais atentas às questões de inclusão e diversidade, especialmente em um momento em que o esporte deve ser um espaço de acolhimento para todos.

O Osasco, clube onde Tiffany atua, também se manifestou sobre a situação, reafirmando seu compromisso com a inclusão e o respeito à diversidade. A expectativa é que a discussão sobre a participação de atletas trans no esporte continue a ganhar espaço, promovendo um debate necessário sobre igualdade e direitos no ambiente esportivo.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta