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Tentaram te enganar: estes produtos parecem saudáveis, mas fazem mal

Granola no café da manhã, barrinha no lanche, suco de caixinha para a criança: a lista de produtos que parecem saudáveis, mas escondem armadilhas reais, é mais longa...

Granola no café da manhã, barrinha no lanche, suco de caixinha para a criança: a lista de produtos que parecem saudáveis, mas escondem armadilhas reais, é mais longa do que qualquer dieta bem-intencionada imagina. Sim, existe um golpe que acontece todo dia no corredor do supermercado. Ele não deixa rastro. O consumidor sai satisfeito, com a sensação de que fez a coisa certa. E o prejuízo só aparece anos depois… No consultório, nos exames, na balança que não para de subir apesar de tudo.

O golpe tem nome bonito: marketing de saúde

Pesquisadores da Unifesp publicaram, em 2026, um estudo mostrando que grandes corporações alimentícias ampliaram deliberadamente sua linha de produtos ultraprocessados embalados como “funcionais”, “fortificados” ou simplesmente “melhores para você”.

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A palavra “açúcar” refere-se a uma substância cristalizada, geralmente a sacarose, utilizada para adoçar alimentos e bebidas

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Existem diferentes tipos de açúcar, como o refinado, o cristal, o mascavo, o demerara e o de coco. O refinado é o mais prejudicial

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O consumo excessivo de açúcar pode levar ao aumento de peso, diabetes, hipertensão e outros problemas de saúde

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcar não exceda 10% das calorias diárias

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Substituir bebidas açucaradas por água, sucos naturais ou chás pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar

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Existem alternativas naturais ao açúcar, como adoçantes naturais e frutas com baixo índice glicêmico

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A estratégia não é ingênua, e serve para enfraquecer políticas públicas de alimentação, como a rotulagem de alerta e restrições de publicidade. A indústria não apenas vende o problema: ela se posiciona como parte da solução. O consumidor fica no meio, tentando decifrar uma embalagem.

Campeões do disfarce

A granola é talvez o maior símbolo dessa confusão. Ela carrega uma aura de alimento natural, quase artesanal.

No entanto, a versão industrializada que ocupa as prateleiras costuma ter açúcar como um dos primeiros ingredientes, e na lista de ingredientes, a ordem importa: o que aparece primeiro está presente em maior quantidade. Comprar granola pronta sem olhar o rótulo é, muitas vezes, comprar uma sobremesa disfarçada de café da manhã.

O iogurte com sabor segue o mesmo roteiro. Marcas investem em imagens de frutas, campos abertos e saúde digestiva. O que a maioria coloca no produto (açúcar em excesso, aromatizantes artificiais, espessantes) cancela boa parte dos benefícios que os probióticos poderiam oferecer.

O iogurte que realmente faz bem tem dois ingredientes: leite e fermento lácteo. O resto é marketing, ou pelo menos merece um cuidado maior na hora da escolha.

O suco de caixinha, inclusive os rotulados como “100% fruta”, perdeu as fibras no processo de industrialização, aquela parte da fruta que regula a absorção do açúcar natural.

O que sobra é basicamente frutose líquida. Para muitas crianças, ele substitui a água e a fruta no dia a dia. O resultado não é saúde, é só açúcar com boa reputação.

O pão integral tem truque próprio. A legislação brasileira não exige que a farinha integral seja predominante para o produto receber o rótulo de “integral”. Basta uma pequena proporção. Muitos pães vendidos com esse apelo são basicamente farinha branca com uma pitada de farelo, suficiente para a embalagem, insuficiente para a saúde.

A barrinha de cereal fecha esse time. Com a aparência de um lanche prático e nutritivo, costuma ter mais açúcar do que barra de chocolate e uma lista de ingredientes que rivaliza com qualquer ultraprocessado assumido.

A lupa que a indústria tentou adiar

O Brasil tem um instrumento importante para ajudar o consumidor: a lupa de alerta nutricional na frente das embalagens, criada pela Anvisa em 2020. Ela sinaliza quando o produto tem excesso de açúcar, gordura saturada ou sódio, três dos principais vilões das doenças crônicas.

O problema é que a indústria fez de tudo para adiar a obrigatoriedade. Conseguiu prorrogações de prazo, deixou embalagens antigas e novas circulando ao mesmo tempo nas prateleiras e gerou confusão deliberada. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor precisou acionar a Justiça Federal para forçar o cumprimento das regras. Em 2024, a Justiça deu razão ao Idec.

Ou seja: no Brasil, foi preciso entrar na Justiça para garantir que o consumidor tivesse o direito de saber o que está comendo.

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O bem-estar é fundamental para uma vida plena e satisfatória

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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

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Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável

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Praticar atividade física é essencial

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Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz

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O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

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Pessoas com bem-estar emocional tendem a desenvolver relações interpessoais mais satisfatórias

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Uma alimentação saudável, rica em nutrientes e equilibrada, fornece ao corpo os elementos necessários para um funcionamento adequado

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Como sair dessa

A regra mais simples é também a mais eficaz: quanto menos ingredientes, melhor. Se um produto precisa de um parágrafo na embalagem para justificar por que é saudável, a resposta provável é que não é.

Trocas práticas que fazem diferença: iogurte natural no lugar do saborizado; aveia em flocos com frutas e sementes no lugar da granola pronta; a fruta inteira no lugar do suco de caixinha; pão com farinha integral como primeiro ingrediente no lugar do “integral” genérico.

Antes de colocar aquela embalagem no carrinho, vale a pergunta: quem definiu que esse produto é saudável? Você ou a marca?

(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida

 

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