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Técnica de enfermagem nega erro em caso de morte de criança em hospital de Andradina

Uma técnica de enfermagem se defendeu das acusações de erro que resultaram na morte de uma criança de 2 anos em um hospital de Andradina, São Paulo.

Técnica de enfermagem nega erro em caso de morte de criança em hospital de Andradina

Prévia: Uma técnica de enfermagem se defendeu das acusações de erro que resultaram na morte de uma criança de 2 anos em um hospital de Andradina, São Paulo. O caso, que está sob investigação desde maio de 2025, gerou uma audiência onde a profissional contestou a denúncia do Ministério Público.

Na tarde de segunda-feira, 2 de junho de 2026, a técnica de enfermagem envolvida no caso compareceu a uma audiência no âmbito da ação penal que investiga a morte de um menino de dois anos em um hospital de Andradina, no interior de São Paulo. Durante o depoimento, a profissional negou as acusações de erro médico, apesar de ter confessado anteriormente os fatos à Polícia Civil.

O caso começou a ser investigado em maio de 2025, quando a criança foi internada apresentando sintomas como febre, tosse e dificuldade respiratória. Após a avaliação médica, foi prescrito o uso de hidrocortisona por via endovenosa, além de outros tratamentos para estabilizar a saúde do menino.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), a técnica teria retirado um medicamento de uso restrito, destinado ao bloqueio neuromuscular, em vez do anti-inflamatório indicado pela pediatra. A acusação alega que a profissional não seguiu os protocolos de conferência antes de administrar o medicamento.

Laudo aponta relação entre medicamento e morte

Um laudo técnico do Centro de Apoio Operacional à Execução (CAEx) do MPSP indicou que a substância utilizada tinha potencial letal quando administrada fora de um ambiente preparado para ventilação mecânica. O documento também revelou que a dose aplicada foi cerca de oito vezes maior do que a recomendada para crianças da mesma idade.

A investigação destacou a necessidade de rigorosos protocolos para o armazenamento e administração do medicamento, dada a gravidade dos riscos associados ao seu uso inadequado. O laudo reforçou a relação entre a administração do fármaco e a morte da criança.

Desdobramentos do caso

O Ministério Público apresentou a denúncia contra a técnica em janeiro de 2026, alegando negligência e descumprimento das normas técnicas exigidas para a prática da enfermagem. Os autos do processo indicam que a acusada não realizou a leitura correta do rótulo do medicamento e não seguiu os procedimentos de segurança para a administração intravenosa.

Durante a audiência, a defesa da técnica apresentou uma versão que contradiz o relato anterior feito à polícia, negando a aplicação errada do medicamento. A ação penal continua em tramitação sob segredo de Justiça, aguardando o prosseguimento da instrução processual para a análise das provas e definição do julgamento.

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