Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Tarifa dos EUA não deve impactar exportações de etanol de milho do Brasil, diz Unem

A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) acredita que a nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros não deve impactar significativamente as exportações de etanol de milho...

Tarifa dos EUA não deve impactar exportações de etanol de milho do Brasil, diz Unem

Previa: A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) acredita que a nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros não deve impactar significativamente as exportações de etanol de milho do Brasil. O setor se mostra otimista, dado o baixo volume de vendas para o mercado norte-americano.

A iminente aplicação de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não deve afetar as exportações de etanol de milho. Essa é a avaliação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), que destaca a limitada participação do mercado norte-americano nas vendas externas do biocombustível brasileiro.

De acordo com o presidente da Unem, Amaury Pekelman, a cadeia produtiva do etanol de milho permanece resguardada, uma vez que o volume embarcado para os EUA é reduzido. “Para as exportações de etanol de milho, as tarifas não geram problema. A princípio, não nos afetam”, afirmou.

Estados Unidos e a participação nas exportações brasileiras

Os dados mostram que os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os destinos do etanol brasileiro. Em 2025, a Coreia do Sul liderou as importações, adquirindo cerca de 780 milhões de litros, o que representa 48,4% do total exportado pelo Brasil.

Em contraste, os Estados Unidos compraram aproximadamente 253 milhões de litros, correspondendo a 15,7% do total, com uma queda de 18,4% em relação ao ano anterior. Essa distribuição geográfica, segundo a Unem, diminui a vulnerabilidade do setor às medidas comerciais dos EUA.

Expectativas sobre a tarifa e a resposta da Unem

O mercado aguarda a decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre a implementação da tarifa de 25%. Essa medida foi proposta após uma investigação da administração anterior, que considerou práticas desleais no comércio internacional.

Entre os produtos que podem ser afetados estão etanol, açúcar e pescados. Durante audiências públicas, a Unem argumentou que a tarifa de 18% aplicada às importações de etanol nos países do Mercosul não é uma barreira específica para os EUA, mas sim uma Tarifa Externa Comum (TEC) aplicada uniformemente.

Perspectivas de expansão e consumo interno

A Unem defende a diversificação de mercados como uma estratégia essencial para o crescimento do setor. A Ásia é vista como um polo estratégico, especialmente com o aumento da demanda por combustíveis renováveis e alternativas de menor emissão de carbono.

Além disso, enquanto as discussões sobre tarifas continuam, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou um projeto que pode aumentar o consumo de etanol no país, permitindo a comercialização de gasolina com 15% de etanol (E15) durante todo o ano. Essa mudança pode elevar a demanda interna pelo biocombustível.

Apesar das incertezas na política comercial dos EUA, o setor brasileiro de etanol de milho mantém uma perspectiva positiva. A baixa dependência do mercado norte-americano, junto com o fortalecimento das vendas para a Ásia e o crescimento da produção nacional, favorece a indústria, que continua apostando na diversificação e expansão global dos biocombustíveis.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta