Previa: O estado de São Paulo registrou 141 feminicídios no primeiro semestre de 2026, alcançando o maior índice desde o início da série histórica em 2018. O aumento é de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para o interior do estado.
Os dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública mostram que o número de feminicídios no estado subiu significativamente, refletindo uma preocupação crescente com a violência de gênero. Em comparação com 2025, o aumento de 10% é alarmante e revela a necessidade de ações mais eficazes no combate a esse tipo de crime.
O interior de São Paulo foi o principal responsável por esse aumento, com 96 casos registrados entre janeiro e junho de 2026, em contraste com 70 ocorrências no ano anterior. Essa tendência opõe-se à capital, onde os casos de feminicídio diminuíram, passando de 31 para 24 no mesmo período.
Contexto e Repercussão
O governo de Tarcísio de Freitas destacou que, em junho, os registros de feminicídio no estado caíram de 21 para 17. Na capital, a redução foi de quatro para três casos. Apesar dessa queda, o aumento geral no estado levanta questões sobre a eficácia das políticas de segurança e proteção às mulheres.
A Lei do Feminicídio, sancionada em 2015, visa classificar esses crimes de forma mais precisa, permitindo um acompanhamento mais detalhado das ocorrências. Desde a implementação da lei, os dados têm sido monitorados de forma mais rigorosa, o que pode explicar parte do aumento nos registros.
Especialistas apontam que a melhoria na classificação dos crimes pelas polícias pode ter contribuído para o aumento dos números. No entanto, também há uma crescente preocupação com a intensificação da violência de gênero, especialmente em ambientes familiares, onde muitos feminicídios têm suas origens.
Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que, para cada feminicídio registrado em 2025, houve 502 casos de ameaça e 182 agressões físicas contra mulheres. Essa relação evidencia a escalada de violências que frequentemente precedem os assassinatos por razões de gênero.
Em 2025, o Brasil registrou 1.571 feminicídios, o maior número desde o início da série histórica. As taxas de ameaças e agressões físicas em contextos de violência doméstica também são alarmantes, indicando um cenário preocupante para a segurança das mulheres no país.











