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Soja em Chicago registra correção após alta; clima e demanda da China movimentam mercado

O mercado da soja apresenta volatilidade, com correções de preços em Chicago e a influência de fatores climáticos e logísticos.

Soja em Chicago registra correção após alta; clima e demanda da China movimentam mercado

Previa: O mercado da soja apresenta volatilidade, com correções de preços em Chicago e a influência de fatores climáticos e logísticos. A demanda da China e a pressão sobre os silos no Brasil também são elementos cruciais para o cenário atual.

O mercado internacional da soja continua em um estado de alta volatilidade, refletindo uma série de fatores que vão desde condições climáticas até questões logísticas. Nesta terça-feira (14), os contratos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT) passaram por um movimento técnico de realização de lucros, após atingirem o maior patamar em quase dois meses, superando a marca de US$ 12,00 por bushel.

No fechamento da sessão anterior, o contrato de julho subiu 0,46%, alcançando US$ 12,02 por bushel, enquanto o vencimento de agosto avançou 0,42%, para US$ 11,9675. Contudo, nesta manhã, os principais contratos apresentavam perdas entre 3,75 e 5,25 pontos, com o contrato de novembro sendo negociado próximo de US$ 11,89 por bushel.

Clima nos Estados Unidos e demanda da China

O clima nos Estados Unidos continua sendo um dos principais fatores que influenciam as cotações internacionais da soja. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou uma leve melhora na qualidade das lavouras, com 65% das plantações classificadas entre boas e excelentes. Contudo, a atenção do mercado se volta para as previsões climáticas para o Meio-Oeste, especialmente em agosto, quando as temperaturas elevadas e a seca podem impactar a produtividade.

Além disso, a demanda da China se mantém forte, com a confirmação de vendas de 136 mil toneladas de soja da safra 2026/27 para o país. Apesar das tensões geopolíticas entre os EUA e a China, esse fluxo de exportações ajuda a sustentar as cotações e limita quedas mais acentuadas.

Pressão logística no Brasil

No Brasil, a situação se complica com a pressão logística nas principais regiões produtoras. O avanço da colheita do milho safrinha e a chegada das culturas de inverno estão intensificando a disputa por espaço nos silos, o que acelera a comercialização da soja remanescente. No Rio Grande do Sul, as cotações estão firmes, impulsionadas pela valorização do dólar, enquanto em Santa Catarina, as cooperativas enfrentam desafios de armazenagem.

Em Mato Grosso do Sul, a capacidade de armazenagem é um problema crítico, com um déficit superior a 12,4 milhões de toneladas, o que força os agricultores a venderem sua produção antecipadamente. Já em Mato Grosso, a expectativa de uma safrinha recorde de milho, com cerca de 57,06 milhões de toneladas, aumenta a competição por espaço nos armazéns.

Os próximos dias serão cruciais para o mercado da soja. A evolução das condições climáticas nos EUA, o ritmo das exportações para a China e as oscilações do petróleo continuarão a ser monitorados de perto. Com fundamentos ainda favoráveis, a volatilidade deve persistir, mantendo todos os envolvidos no setor atentos às oportunidades de comercialização em um cenário complexo.

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