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Soja em alta em Chicago pode impulsionar preços no Brasil nesta sexta-feira

A valorização da soja na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (14) pode influenciar positivamente os preços no Brasil, apesar da desvalorização do dólar.

Soja em alta em Chicago pode impulsionar preços no Brasil nesta sexta-feira

Previa: A valorização da soja na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (14) pode influenciar positivamente os preços no Brasil, apesar da desvalorização do dólar. O mercado interno, no entanto, permanece cauteloso com a liquidez limitada.

O mercado brasileiro de soja observa uma possível sustentação nos preços nesta sexta-feira, impulsionada pela alta dos futuros na Bolsa de Chicago. Essa valorização ocorre em um cenário de queda do dólar em relação a outras moedas e é influenciada por dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No entanto, a desvalorização do dólar frente ao real atua como um fator limitante para os preços internos. Mesmo assim, a combinação de Chicago em alta, prêmios elevados e a disputa pela originação da soja pode proporcionar uma melhora pontual nas negociações ao longo do dia.

Movimentação no mercado físico

Na quinta-feira, o mercado físico brasileiro apresentou movimentação reduzida, com algumas altas pontuais em regiões específicas. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, não houve alterações significativas em Chicago que pudessem impactar as negociações internas de forma mais expressiva.

Os prêmios de exportação continuam elevados, oferecendo suporte às indicações nos portos brasileiros. Silveira destaca que algumas referências registraram um avanço próximo de R$ 1 por saca, refletindo a disputa das empresas pela originação do grão.

Apesar desse cenário favorável, os produtores permanecem cautelosos, e não foram observadas ofertas firmes em volume significativo. Isso limita a liquidez e mantém o mercado físico mais seletivo, com a expectativa de que a semana termine com negociações pontuais e volumes moderados.

Desempenho dos preços da soja

As cotações da soja apresentaram estabilidade na maioria das praças brasileiras, com algumas altas pontuais. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 kg é negociada a R$ 140,00, enquanto em Santa Rosa (RS) o preço chega a R$ 141,00. Em outras localidades, como Cascavel (PR) e Rondonópolis (MT), também foram registradas leves altas.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos de soja operam em alta, com o contrato de novembro de 2026 apresentando uma valorização próxima de 0,67%, alcançando US$ 11,90¼ por bushel. Esse movimento de recuperação ocorre mesmo após o mercado absorver projeções de uma safra norte-americana elevada.

Os investidores estão atentos ao clima no Corn Belt, região produtora de grãos dos Estados Unidos, que continua a influenciar os preços. As previsões de chuvas e temperaturas elevadas estão entre os fatores que podem impactar a produtividade das lavouras.

Demanda internacional e mercado financeiro

A demanda internacional, especialmente da China, também é um fator crucial para a formação dos preços. Recentemente, a China aumentou suas compras de soja norte-americana, incluindo uma operação de aproximadamente 238 mil toneladas para a temporada 2026/27.

No mercado cambial, o dólar comercial recuou 0,25%, o que, embora positivo para a competitividade da soja norte-americana, limita a transferência integral dos ganhos de Chicago para os preços em reais no Brasil. A evolução do câmbio será determinante para a valorização dos preços domésticos.

O mercado financeiro global apresentou desempenho misto, com as bolsas asiáticas e europeias variando entre altas e baixas. No mercado de petróleo, o WTI para setembro era negociado a US$ 81,89 por barril, com uma leve alta.

Para o dia, o mercado de soja deve continuar atento ao comportamento de Chicago, ao câmbio e ao ritmo de comercialização dos produtores. A alta dos futuros em Chicago cria uma janela potencial para melhora das referências domésticas, mas a cautela dos produtores e a disputa pela originação devem manter as negociações seletivas e pontuais.

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