Prévia: O mercado de soja encerra a semana com previsões estáveis, após atualizações do USDA e da Conab. A atenção se volta para a demanda chinesa e as condições climáticas nos EUA, que podem impactar os preços.
O setor de soja finalizou a semana sem grandes alterações nas projeções de oferta, após a divulgação dos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As informações recentes indicam um cenário estável, mas com fatores externos que podem influenciar o mercado.
No Brasil, a combinação de prêmios firmes, a valorização do dólar e o aumento das cotações em Chicago contribuíram para a recuperação dos preços e estimularam novos negócios. No entanto, a demanda da China pela soja norte-americana e as condições climáticas nas lavouras dos EUA permanecem como pontos de atenção para os agentes do mercado.
Projeções do USDA e Conab
O USDA elevou sua projeção para a produção de soja nos Estados Unidos, estimando 4,519 bilhões de bushels para a safra 2026/27, o que equivale a cerca de 123 milhões de toneladas. Apesar do aumento na produção, a produtividade foi reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre, refletindo preocupações com as condições das lavouras.
Os estoques finais de soja nos EUA também foram revisados para cima, passando para 320 milhões de bushels, indicando uma oferta mais confortável. No cenário global, a produção total de soja foi projetada em 442,25 milhões de toneladas, ligeiramente acima das estimativas anteriores, mas os estoques finais globais foram ajustados para baixo.
Para o Brasil, o USDA manteve uma perspectiva otimista, com a produção estimada em 180,5 milhões de toneladas para a safra 2025/26. A Conab, por sua vez, confirmou que a produção deve alcançar 180,464 milhões de toneladas, um aumento de 5,2% em relação à safra anterior, reforçando a posição do Brasil como um dos principais produtores mundiais.
Demanda Chinesa e Clima nos EUA
A demanda da China continua a ser um fator crucial para o mercado de soja. O USDA manteve suas projeções de importações chinesas em 115 milhões de toneladas para 2026/27. O comportamento das compras chinesas pode influenciar diretamente os preços internacionais, enquanto o clima nos Estados Unidos permanece sob vigilância, especialmente com o Crop Tour da Pro Farmer se aproximando.
Os resultados desse levantamento de campo poderão impactar as expectativas do mercado, já que as condições climáticas têm um papel significativo na produtividade das lavouras. A atenção dos investidores está voltada para como esses fatores podem afetar a oferta e a demanda nos próximos meses.
No Brasil, a valorização do dólar e os prêmios nos portos têm sustentado os preços da soja, criando um ambiente favorável para novos negócios. O cenário é complexo, com a necessidade de os produtores acompanharem não apenas as cotações em Chicago, mas também as variáveis cambiais e os prêmios de exportação.
Com a oferta global elevada e a demanda chinesa como principal variável, o mercado de soja se prepara para uma nova semana de negociações, onde a volatilidade pode ser acentuada por fatores climáticos e geopolíticos. O acompanhamento atento das condições de mercado será essencial para os produtores e investidores do setor.











