Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Soja atinge US$ 12 por bushel em Chicago e demanda por farelo impulsiona preços no Brasil

A soja alcançou novos patamares de preço em Chicago, superando os US$ 12 por bushel, impulsionada pela demanda crescente por farelo e fatores climáticos.

Soja atinge US$ 12 por bushel em Chicago e demanda por farelo impulsiona preços no Brasil

Previa: A soja alcançou novos patamares de preço em Chicago, superando os US$ 12 por bushel, impulsionada pela demanda crescente por farelo e fatores climáticos. O cenário otimista também reflete no mercado brasileiro, onde os preços se mantêm firmes.

O mercado global de soja iniciou a semana com forte valorização, refletindo uma combinação de fatores que elevam as expectativas para a oleaginosa. A demanda aquecida por farelo, a retomada das compras pela China, preocupações climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos e tensões geopolíticas estão por trás do aumento das cotações na Bolsa de Chicago (CBOT).

Na manhã desta segunda-feira (20), os contratos futuros ultrapassaram a marca de US$ 12 por bushel, atingindo os maiores níveis das últimas nove semanas. Os contratos mais negociados apresentaram alta entre 13 e 14 pontos, com o contrato de agosto sendo negociado a US$ 12,18/bushel.

Demanda por farelo fortalece mercado brasileiro

Um levantamento do Cepea indica que o aumento da demanda global por farelo de soja tem intensificado as negociações tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No mercado interno, a competição entre compradores locais e importadores elevou os prêmios de exportação e os preços FOB, sustentando as cotações da soja em grão.

Os pesquisadores do Cepea destacam que, embora a ampla oferta mundial limite altas mais expressivas, o desempenho do farelo tem sido suficiente para manter o mercado firme. A expectativa é de um crescimento contínuo da demanda internacional, especialmente nos setores de alimentação animal e produção de proteínas.

Brasil amplia participação nas exportações de farelo

Apesar da Argentina ser a principal exportadora mundial de derivados de soja, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram um crescimento consistente da participação brasileira nas exportações globais de farelo. Esse avanço representa oportunidades para a indústria de processamento no Brasil, agregando valor à cadeia da soja.

A valorização do farelo também melhora as margens das indústrias esmagadoras, oferecendo suporte adicional aos preços pagos aos produtores. Essa dinâmica é crucial para a sustentabilidade econômica do setor agrícola brasileiro.

China volta às compras e reforça movimento de alta

A retomada das aquisições chinesas de soja norte-americana é outro fator que impulsiona o mercado internacional. Nos últimos dias, compradores da China voltaram a fechar grandes volumes da oleaginosa dos Estados Unidos, estimulando um novo fluxo comprador nos contratos futuros da Bolsa de Chicago.

Esse movimento reforça a percepção de uma demanda aquecida, especialmente em um momento em que os investidores monitoram de perto o desenvolvimento da safra nos Estados Unidos.

Clima nos Estados Unidos e geopolítica aumentam volatilidade

As condições climáticas no Corn Belt continuam a ser um dos principais fatores de atenção do mercado. Embora algumas lavouras apresentem bom desenvolvimento, previsões de calor e chuvas irregulares mantêm os investidores cautelosos quanto ao potencial produtivo da safra.

Além disso, as tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã e a guerra entre Rússia e Ucrânia, aumentam a volatilidade dos mercados agrícolas, afetando a logística de exportação de grãos e levando importadores a buscar fornecedores alternativos.

Nos próximos dias, os investidores estarão atentos à evolução do clima nas lavouras norte-americanas, ao ritmo das exportações dos Estados Unidos e ao comportamento da demanda chinesa. No Brasil, a valorização do farelo de soja e o fortalecimento dos prêmios de exportação continuam a oferecer suporte aos preços internos.

Se a demanda internacional se mantiver aquecida e as incertezas climáticas e geopolíticas persistirem, o mercado da soja pode manter um viés positivo nas próximas semanas, sustentando as cotações tanto em Chicago quanto nas principais praças brasileiras.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta