Previa: O Sistema Cantareira, principal fonte de água da Grande São Paulo, entra em operação de alerta devido à queda no volume útil, que agora está em 39,87%. Medidas de gestão de demanda podem ser aplicadas para garantir a sustentabilidade do abastecimento.
A partir de hoje, o Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, inicia sua operação na faixa de alerta. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas, após o sistema registrar um volume útil de 39,87% na última terça-feira.
Esse número representa uma leve queda em relação ao mês anterior, quando o volume atingiu 40,52%. Comparado ao mesmo período do ano passado, a redução é ainda mais significativa, com um recuo de 18,7% em relação aos 47,33% registrados em junho de 2025.
Com essa nova condição, a Sabesp está autorizada a retirar até 27 metros cúbicos por segundo do Cantareira. Além disso, a empresa pode utilizar água do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, localizada na bacia do Rio Paraíba do Sul, para complementar o abastecimento.
Medidas de Gestão e Consumo Consciente
Quando o volume útil do Cantareira se encontra entre 30% e 40%, o sistema é classificado na faixa operacional 3, que indica alerta. Nesse cenário, pode ser aplicada a Gestão de Demanda Noturna (GND), que consiste na redução da pressão na rede de abastecimento durante os horários de menor consumo.
É importante destacar que a implementação dessa gestão depende de a situação se manter na mesma faixa por pelo menos sete dias consecutivos, o que ainda não ocorreu. As agências responsáveis enfatizam a necessidade de medidas operacionais para a gestão da demanda, visando a redução do consumo e a minimização de perdas.
Em comunicado, a ANA e a SP Águas ressaltaram a importância do uso consciente da água. A orientação é que a população adote práticas que contribuam para a conservação das reservas hídricas, especialmente em períodos críticos como este.
Com a chegada do período seco, a conscientização sobre o uso racional da água se torna ainda mais crucial. A colaboração da população é fundamental para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos e evitar crises de abastecimento no futuro.











