Previa: O Selo Premium Origem e Qualidade RS abre inscrições para azeites extravirgens da safra 2026, visando destacar a qualidade e a procedência dos produtos do Rio Grande do Sul.
Produtores de azeite extravirgem do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para inscrever seus lotes no Selo Premium Origem e Qualidade RS. Esta certificação é uma iniciativa da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do estado, em parceria com o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), e busca garantir que os produtos atendam a critérios técnicos rigorosos, como análises físico-químicas e avaliação sensorial.
Critérios Rigorosos para a Certificação
O Selo Premium estabelece padrões mais exigentes do que os requisitos tradicionais para a classificação de azeite extravirgem. Um dos principais critérios é o índice de acidez, que deve ser inferior a 0,3%, enquanto o limite para a categoria convencional é de 0,8%. Essa diferença visa reforçar a qualidade dos azeites certificados.
“A acidez máxima de um azeite para ser extravirgem é 0,8%. No caso do Selo Premium, o azeite tem que ter 0,3% para receber o selo”, explica Flávio Obino Filho, presidente do Ibraoliva.
Além da acidez, os produtos devem passar por testes rigorosos e não podem apresentar defeitos, garantindo assim um padrão elevado de qualidade para os consumidores.
Rastreabilidade e Identificação de Lotes
Uma das inovações do Selo Premium é a rastreabilidade dos lotes. Cada lote certificado é identificado, permitindo ao consumidor saber exatamente de onde vem o azeite que está adquirindo. Isso garante que o produto comercializado corresponde ao lote que foi submetido a testes laboratoriais e sensoriais.
“O consumidor tem a certeza de que faz parte daquele lote que foi examinado sensorialmente, provado por especialistas e aprovado”, destaca Obino Filho.
Essa rastreabilidade é um diferencial importante, pois aumenta a confiança do consumidor na qualidade do produto que está adquirindo.
Origem das Azeitonas e Valorização Regional
Outro aspecto fundamental do programa é a comprovação da origem das azeitonas utilizadas na produção. O Selo Premium assegura que a matéria-prima é cultivada no Rio Grande do Sul, o que reforça a identidade regional da produção olivícola e valoriza o produto local.
De acordo com o Ibraoliva, essa certificação não só promove a qualidade técnica, mas também fortalece a valorização do azeite gaúcho no mercado nacional e internacional.
Processo de Avaliação e Aprovação
Os produtores interessados devem enviar duas amostras de 250 ml de azeite, em garrafas de vidro verde ou âmbar, lacradas e do mesmo lote. Uma amostra será utilizada para análise técnica e sensorial, enquanto a outra será guardada como contraprova. As embalagens devem conter informações detalhadas sobre o produtor e o lote.
Caso o azeite apresente qualquer defeito, mesmo que mínimo, o lote será desclassificado, garantindo que apenas os melhores produtos recebam o selo.
O Selo Premium se posiciona como uma ferramenta essencial para a valorização do azeite brasileiro, destacando os produtos de alta qualidade e contribuindo para a competitividade do setor no mercado global.
“É um azeite superpremium, e aquele azeite que tem o selo pertence ao lote identificado, selecionado e aprovado”, reforça Obino Filho.
Após a avaliação, os produtores aprovados receberão orientações sobre como utilizar o selo em suas embalagens, promovendo assim uma maior visibilidade e valorização de seus produtos no mercado.











