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Segunda safra de milho deve atingir 115,8 milhões de toneladas, mas rentabilidade preocupa produtores

A segunda safra de milho 2025/26 no Brasil deve alcançar 115,8 milhões de toneladas, mas os produtores enfrentam desafios significativos em relação à rentabilidade devido a custos elevados e preços...

Segunda safra de milho deve atingir 115,8 milhões de toneladas, mas rentabilidade preocupa produtores

Previa: A segunda safra de milho 2025/26 no Brasil deve alcançar 115,8 milhões de toneladas, mas os produtores enfrentam desafios significativos em relação à rentabilidade devido a custos elevados e preços pressionados.

A nova estimativa para a produção nacional da safrinha foi divulgada pela Agroconsult, após o término do Rally da Safra. O número representa uma recuperação em relação à previsão anterior de 112 milhões de toneladas, mas ainda está abaixo das 125,3 milhões colhidas na safra anterior.

A revisão dos dados foi baseada em informações coletadas por equipes técnicas e análises de imagens de satélite, que monitoraram as áreas cultivadas. O desempenho da safra variou significativamente entre os principais estados produtores, refletindo o impacto do calendário de plantio e das condições climáticas.

Desempenho Regional e Desafios Climáticos

As regiões com melhor desempenho incluem o Médio-Norte e Oeste de Mato Grosso, Sul de Mato Grosso do Sul, Oeste do Paraná e Sul de São Paulo. Nesses locais, o plantio ocorreu dentro da janela ideal, favorecendo a produtividade.

Em contraste, Goiás, Sudeste de Mato Grosso, Norte de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais enfrentaram os maiores desafios, com plantio fora da janela ideal e interrupções nas chuvas, resultando em menor área cultivada e produtividade reduzida.

A área total destinada ao milho na segunda safra foi mantida em 18,2 milhões de hectares, com crescimento em alguns estados, como Mato Grosso e Paraná, enquanto Goiás e Minas Gerais apresentaram retrações significativas.

Produtividade e Rentabilidade em Questão

Mato Grosso lidera em produtividade, com média de 130 sacas por hectare, enquanto Goiás registrou uma queda acentuada, com produtividade média de apenas 83 sacas por hectare, uma redução de 34,6% em relação ao ciclo anterior.

André Debastiani, coordenador do Rally da Safra, destaca que, apesar do volume expressivo de produção, a rentabilidade dos produtores está sob pressão devido a custos elevados e preços baixos no mercado.

Com a atualização, a produção total de milho no Brasil para 2025/26 foi revisada para 144,1 milhões de toneladas, ainda inferior às 152,3 milhões do ciclo anterior. A área total cultivada com milho no país é de 22,6 milhões de hectares.

Mercado e Perspectivas Futuras

No mercado interno, a demanda continua forte, impulsionada pela indústria de ração animal e pela produção de etanol de milho. Contudo, as exportações enfrentam desafios devido à concorrência de grandes colheitas nos Estados Unidos e Argentina, que podem pressionar os preços.

A colheita ainda em andamento em algumas regiões do Brasil mantém os produtores atentos às condições climáticas, especialmente ao risco de frio que pode afetar as lavouras em fase de enchimento de grãos.

As perspectivas para os próximos meses indicam uma oferta elevada de milho no mercado interno, mas a rentabilidade dos produtores deve continuar sendo um desafio devido aos altos custos de produção e à concorrência internacional. O comportamento do câmbio e da demanda externa será crucial para a formação dos preços no segundo semestre.

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