Previa: As eleições de 2026 na Bahia prometem uma disputa acirrada para o Senado, com nomes de peso como Rui Costa e Jaques Wagner liderando as pesquisas. O cenário político se complica com a presença de candidatos de diferentes espectros ideológicos e experiências.
A Bahia se prepara para um momento decisivo nas eleições de 2026, quando dois senadores serão eleitos para um mandato de oito anos. Esta eleição faz parte da renovação de 54 das 81 cadeiras do Senado Federal, e os principais candidatos já estão se destacando nas pesquisas. Entre eles, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), são os favoritos até o momento.
Além dos ex-governadores, o atual senador Angelo Coronel, do Republicanos, busca a reeleição após romper com a base governista e se aliar à oposição, liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O ex-ministro João Roma, do PL, também está na disputa, assim como candidatos da Federação PSOL/Rede, ampliando o leque de opções para os eleitores.
Candidatos em Destaque
Ao todo, a Bahia conta com oito candidatos ao Senado. Entre eles, Jaques Wagner, natural do Rio de Janeiro, tem 75 anos e já anunciou que esta será sua última candidatura. Com uma longa trajetória política, Wagner começou sua carreira no movimento estudantil e foi um dos fundadores do PT. Ele já ocupou cargos importantes, como o de ministro no governo Lula e governador da Bahia.
Rui Costa, também do PT, iniciou sua trajetória política em Salvador e foi vereador antes de se tornar deputado estadual e, posteriormente, governador da Bahia. Sua experiência política é marcada por uma forte atuação na gestão pública, tendo sido reeleito em 2018.
Angelo Coronel, natural de Coração de Maria, começou sua carreira política como prefeito de sua cidade natal e, desde então, tem se destacado na Assembleia Legislativa da Bahia, onde chegou a ser presidente. Ele foi eleito senador em 2018 e busca a reeleição em um cenário político desafiador.
João Roma, que tem raízes em Pernambuco, traz uma bagagem política significativa, tendo atuado em diversos cargos, incluindo o de ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro. Sua experiência na política baiana começou no início dos anos 2000, quando assumiu a liderança do escritório da ANP em Salvador.
Por fim, Marcelo Carvalho, da Federação PSOL/Rede, e Delliana Ricelli, do PSOL, representam uma nova geração de políticos. Carvalho, dirigente sindical e porta-voz do partido, já concorreu a cargos eletivos em Salvador, enquanto Ricelli, professora e fundadora de movimentos sociais, está em sua primeira experiência eleitoral, após atuar na direção estadual do PSOL.
Com um cenário tão diversificado, as eleições de 2026 na Bahia prometem ser um marco na política local, refletindo as demandas e expectativas da população em um momento de transformação e renovação. Os eleitores terão a oportunidade de decidir o futuro do estado e do país nas urnas.











