Previa: A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou altos índices de produtividade, mas os preços enfrentam uma pressão significativa no mercado. Produtores lidam com a dificuldade de comercialização e custos elevados de insumos.
A safra de arroz 2025/26 no Rio Grande do Sul foi encerrada com resultados positivos em termos de produtividade e qualidade dos grãos. No entanto, os agricultores estão enfrentando um cenário desafiador, com preços baixos e dificuldades na comercialização, o que tem gerado margens de lucro cada vez mais apertadas.
Os dados divulgados pela Emater/RS-Ascar revelam que a área cultivada chegou a 891.908 hectares. Apesar do desempenho agronômico favorável, a oferta abundante do cereal no mercado tem dificultado a recuperação dos preços, que permanecem abaixo dos custos de produção em várias regiões.
Desafios no mercado de arroz
A liquidez no mercado é uma preocupação constante para os rizicultores, que se veem com pouco poder de negociação. A combinação de uma oferta elevada e uma demanda insuficiente tem mantido os preços pressionados desde o término da colheita.
Além disso, a valorização dos insumos agrícolas, especialmente os fertilizantes, tem gerado apreensão entre os produtores. O aumento dos custos de produção está afetando a relação de troca, levando muitos agricultores a repensar suas estratégias para a próxima safra.
Com a colheita finalizada, os trabalhos de preparação para o próximo ciclo já estão em andamento. Em regiões como Bagé e São Gabriel, os produtores estão aproveitando o clima seco para intensificar o manejo das áreas destinadas ao cultivo de arroz, além de implementar práticas que favorecem a integração entre lavoura e pecuária.
Queda nos preços e expectativas futuras
Recentemente, o mercado de arroz registrou uma nova queda nas cotações. O preço médio da saca de 50 quilos caiu 0,95% em relação à semana anterior, passando de R$ 58,66 para R$ 58,10. Essa retração reforça a pressão sobre a rentabilidade dos produtores.
Apesar dos bons resultados obtidos no campo, o setor arrozeiro está atento à necessidade de recuperação dos preços. Os produtores esperam que a redução gradual da oferta nos próximos meses possa melhorar a liquidez do mercado e favorecer uma reação nas cotações.
Enquanto isso, os desafios impostos pelos altos custos de produção e a instabilidade dos preços continuam a ser questões centrais para a sustentabilidade da cadeia produtiva do arroz no estado. A busca por soluções que garantam um equilíbrio econômico é uma prioridade para os agricultores gaúchos.











