Prévia: A Reserva Ecológica do IBGE, localizada no Distrito Federal, agora integra o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o que fortalece sua gestão e preservação. A mudança, anunciada em um evento comemorativo, visa enfrentar os novos desafios impostos pela urbanização ao redor da área.
A Reserva Ecológica do IBGE, também conhecida como Roncador, passou a fazer parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, um importante passo para a proteção ambiental no Brasil. O anúncio foi realizado em Brasília, em um evento que celebrou os 90 anos do IBGE e os 50 anos da reserva, completados em dezembro de 2025.
Com uma área de 1.391 hectares, equivalente a quase 1,4 mil campos de futebol, a reserva está situada a 25 km do centro de Brasília. Este espaço é vital para a preservação do Cerrado e abriga mais de 4 mil espécies de plantas e animais, além de ser um centro de produção de dados geodésicos e ambientais.
Enfrentamento de desafios
O responsável pela reserva, Mauro César Lambert de Brito Ribeiro, destacou que a inclusão no Sistema Nacional de Unidades de Conservação fortalece a capacidade de enfrentar os desafios impostos pela urbanização crescente ao redor da área. Segundo ele, a gestão conjunta com o ICMBio é essencial para lidar com as novas demandas.
O presidente do ICMBio, Mauro Oliveira Pires, informou que a reserva passará a ser chamada de Estação Ecológica Roncador. Ele ressaltou que, como parte do sistema, a unidade precisará de um plano de manejo e de um conselho, seguindo as diretrizes de outras estações de conservação no país.
Márcio Pochmann, presidente do IBGE, afirmou que a oficialização da reserva é um passo importante na agenda nacional de combate às mudanças climáticas. Ele enfatizou a necessidade de ampliar a atuação da reserva para enfrentar os desafios climáticos que o Brasil enfrenta.
Histórico
A Reserva Ecológica do IBGE foi criada em 22 de dezembro de 1975 e, em 1993, foi reconhecida pela Unesco como parte das Áreas Núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado. Desde 2002, a região integrava a Área de Proteção Ambiental do Planalto Central.
Um dos projetos mais significativos desenvolvidos na reserva foi o projeto Fogo, que, durante 20 anos, permitiu a realização de queimadas controladas. Este estudo analisou os impactos dos incêndios nas emissões de gases de efeito estufa e suas consequências para o solo, fauna e flora, fornecendo dados cruciais para o monitoramento das mudanças climáticas no Brasil.











