Previa: O programa Industr.IA, lançado em junho, destina R$ 46 milhões para a formação de pesquisadores em inteligência artificial, visando fortalecer a pesquisa aplicada na indústria brasileira.
A iniciativa busca capacitar entre 130 e 180 especialistas em inteligência artificial, além de criar núcleos de pesquisa em diversas regiões do Brasil. O projeto é coordenado pelo Instituto Atlântico, em parceria com a Escola Atlântico Avanti e o iRede, com um investimento significativo ao longo de quatro anos.
O edital do programa foi oficialmente apresentado neste mês e tem como foco a formação de profissionais qualificados em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) voltada para o setor industrial. A proposta inclui a criação de pelo menos 15 núcleos de pesquisa, distribuídos estrategicamente pelo país.
Impacto na Indústria e na Pesquisa
Além da capacitação, o Industr.IA visa estimular a produção de conhecimento, com a expectativa de gerar cerca de 90 produtos científicos e tecnológicos, como artigos acadêmicos e softwares. Essa conexão entre universidades e o setor produtivo é essencial para a inovação e o desenvolvimento tecnológico no Brasil.
O programa é financiado pela Lei de Informática e conta com a coordenação da Softex, seguindo as diretrizes do Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI). Essa iniciativa está alinhada a políticas públicas que promovem o desenvolvimento da inteligência artificial no país, como o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024).
Cleilton Rocha, líder de IA e Ciência de Dados do Instituto Atlântico, destaca que a demanda por profissionais especializados em IA está crescendo, à medida que a tecnologia se torna crucial para a competitividade das empresas. Ele enfatiza que o Brasil está em uma corrida pela formação de talentos nessa área.
O programa abordará diversas áreas de pesquisa, incluindo IA generativa, modelos de linguagem, visão computacional, machine learning e deep learning. Essas tecnologias são fundamentais para aplicações de automação industrial e análise inteligente de dados.
Rocha ressalta que um dos principais objetivos do programa é alinhar a formação acadêmica às necessidades do setor produtivo. Ele afirma que a inteligência artificial não é mais uma tendência, mas uma necessidade estratégica para a competitividade industrial, preparando pesquisadores para enfrentar desafios concretos da indústria brasileira.











