Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Produção de feijão no Rio Grande do Sul deve cair 37% em 2026, aponta Emater

A produção de feijão no Rio Grande do Sul deve enfrentar uma queda acentuada em 2026, com impactos significativos na área plantada e na produtividade.

Produção de feijão no Rio Grande do Sul deve cair 37% em 2026, aponta Emater

Previa: A produção de feijão no Rio Grande do Sul deve enfrentar uma queda acentuada em 2026, com impactos significativos na área plantada e na produtividade. Dados da Emater/RS-Ascar revelam que a situação pode afetar o mercado do grão no estado.

A produção de feijão no Rio Grande do Sul está prevista para sofrer uma queda expressiva na safra de 2026, conforme apontam os dados divulgados pela Emater/RS-Ascar. A redução na área plantada e na produtividade impactará tanto a primeira quanto a segunda safra da cultura, refletindo um cenário desafiador para os produtores locais.

Na primeira safra, que já foi concluída, a produtividade média foi revisada para 1.726 quilos por hectare, o que representa uma diminuição de 3% em relação à estimativa inicial. A área cultivada também apresentou uma retração significativa, totalizando 23.942 hectares, uma queda de 22,3% em comparação aos 30.797 hectares da safra anterior. Como resultado, a produção foi estimada em 41.320 toneladas, 26,3% inferior ao volume colhido no ciclo anterior.

Desafios na segunda safra

Enquanto a primeira safra foi encerrada, a colheita da segunda safra avançou, alcançando 85% da área cultivada. No entanto, os 15% restantes ainda estão em fase de maturação, aguardando condições climáticas favoráveis para a conclusão. Apesar de um clima mais ameno e maior incidência de radiação solar, fatores adversos ao longo do ciclo impactaram negativamente o potencial produtivo das lavouras.

As geadas e os períodos prolongados de umidade elevada prejudicaram a qualidade dos grãos e a produtividade em várias regiões. A área cultivada na segunda safra foi reestimada em 9.818 hectares, uma queda de 45,7% em relação ao ano anterior. A produtividade média foi ajustada para 1.414 quilos por hectare, resultando em uma expectativa de produção de apenas 13.880 toneladas, 37,2% inferior ao volume colhido na safra passada.

Impactos regionais

Na região de Ijuí, a colheita da segunda safra atingiu cerca de 75% da área cultivada. As geadas durante as fases críticas da cultura resultaram em perdas pontuais, reduzindo o potencial produtivo. Até o momento, o rendimento médio na região é de 1.805 quilos por hectare, com a expectativa de que a colheita seja finalizada na primeira quinzena de junho.

Na região de Soledade, a colheita já alcançou 90% da área cultivada, beneficiada por condições climáticas mais favoráveis. No entanto, a umidade elevada anterior afetou a qualidade dos grãos, gerando preocupações entre os produtores e compradores.

Com a redução da produção nas duas safras, o Rio Grande do Sul deverá oferecer um volume significativamente menor de feijão ao mercado em 2026. Essa diminuição na oferta, aliada às adversidades climáticas, pode influenciar a dinâmica de preços e o abastecimento do grão nos próximos meses. O desempenho final da segunda safra será crucial para consolidar os números da produção e avaliar os impactos no mercado nacional do feijão.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta