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Trigo tem alta no Brasil e em Chicago com oferta restrita e recuperação técnica

O mercado de trigo no Brasil apresenta uma valorização impulsionada pela oferta restrita e pela recuperação técnica nas cotações internacionais. A atenção dos produtores e investidores se volta...

Trigo tem alta no Brasil e em Chicago com oferta restrita e recuperação técnica

Previa: O mercado de trigo no Brasil apresenta uma valorização impulsionada pela oferta restrita e pela recuperação técnica nas cotações internacionais. A atenção dos produtores e investidores se volta para as movimentações do setor, especialmente no Sul do país.

Atualmente, o mercado de trigo no Brasil vive um momento de valorização, tanto no cenário doméstico quanto internacional. A escassez de oferta da safra anterior, especialmente na Região Sul, tem sustentado os preços, enquanto as cotações na Bolsa de Chicago mostram sinais de recuperação após quedas recentes.

Escassez de oferta fortalece preços no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a baixa disponibilidade de trigo continua a pressionar as cotações para cima. De acordo com a TF Agroeconômica, os estoques remanescentes são estimados em cerca de 190 mil toneladas, um volume considerado insuficiente para atender à demanda até a próxima safra, prevista para novembro.

Os preços do trigo argentino, que chega a Canoas a US$ 300 por tonelada, levaram os moinhos a aumentar suas referências de compra para o trigo gaúcho. Os negócios para embarques em junho e julho estão a partir de R$ 1.350 por tonelada FOB, com valores subindo para R$ 1.400 para entregas em agosto.

Santa Catarina mantém estabilidade

Em Santa Catarina, o mercado de trigo apresenta estabilidade, com negociações pontuais e pouca variação nos preços. O trigo catarinense é negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB, refletindo um cenário equilibrado e sem pressões significativas.

A estabilidade nos preços é atribuída à oferta equilibrada e à ausência de fatores que possam gerar volatilidade no mercado. O frete, por sua vez, tem um papel importante na formação dos preços finais, considerando as condições de transporte na região.

Paraná registra ajustes pontuais

No Paraná, as cotações de trigo apresentaram um leve recuo, influenciadas por compras anteriores a preços mais baixos e pela chegada de trigo importado. A boa disponibilidade nos moinhos também contribui para essa situação, com a demanda se voltando para contratos futuros.

As ofertas no Sudoeste do estado variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto o trigo gaúcho é negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB. O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto os contratos da nova safra estão na faixa de R$ 1.320 a R$ 1.350 por tonelada.

Chicago amplia recuperação técnica

No cenário internacional, os contratos futuros de trigo na Bolsa de Chicago estão em trajetória de recuperação. Na manhã desta quarta-feira (10), o contrato com vencimento em julho era negociado a US$ 5,94 por bushel, com uma alta de 90 pontos, refletindo um movimento de compras por parte de fundos e investidores.

Essa recuperação ocorre após os preços terem atingido os menores níveis dos últimos meses, mas os fundamentos globais ainda indicam uma ampla oferta, limitando altas mais expressivas no mercado.

Clima e nova safra permanecem no radar

Os agentes do mercado estão atentos ao desenvolvimento da safra de inverno, especialmente nos estados do Sul, que são responsáveis pela maior parte da produção nacional. As condições climáticas nas regiões produtoras são monitoradas de perto, pois são cruciais para o potencial produtivo das lavouras.

A oferta restrita da safra anterior ainda sustenta os preços internos, mas o ritmo dos negócios permanece moderado. A cautela de compradores e vendedores é evidente, especialmente com a proximidade da nova colheita e a volatilidade observada no mercado internacional.

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