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Preços do trigo se mantêm firmes no Brasil com oferta limitada e baixa liquidez

O mercado brasileiro de trigo se mantém estável, impulsionado pela oferta limitada e pela cautela dos compradores. Apesar da baixa liquidez, os preços continuam firmes, especialmente em estados como Paraná...

Preços do trigo se mantêm firmes no Brasil com oferta limitada e baixa liquidez

Previa: O mercado brasileiro de trigo se mantém estável, impulsionado pela oferta limitada e pela cautela dos compradores. Apesar da baixa liquidez, os preços continuam firmes, especialmente em estados como Paraná e Rio Grande do Sul.

O cenário atual do mercado de trigo no Brasil apresenta preços sustentados, mesmo com a redução nas transações comerciais. A escassez de trigo de qualidade superior está contribuindo para a manutenção das cotações, enquanto compradores e vendedores se encontram em posições distantes, dificultando a negociação.

De acordo com Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, a semana começou com uma leve alta, mas a atividade perdeu força nos últimos dias devido à baixa liquidez e à cautela dos moinhos. A indústria tem realizado compras pontuais, focadas na reposição imediata, enquanto os produtores adotam uma postura firme devido à dificuldade em encontrar trigo de melhor qualidade.

Oferta restrita sustenta preços do trigo no Paraná e Rio Grande do Sul

Entre os estados produtores, o Paraná se destacou com a maior valorização semanal, apresentando um aumento de 3,5% nas cotações, que agora alcançam R$ 1.467 por tonelada. A dificuldade em repor o trigo de qualidade superior mantém o mercado aquecido no estado.

No Rio Grande do Sul, a valorização foi mais modesta, com um aumento de 0,8%, levando o preço médio para R$ 1.305 por tonelada. O mercado gaúcho ainda enfrenta poucos negócios relacionados à safra antiga, enquanto as expectativas para a nova safra variam entre R$ 1.250 e R$ 1.255 por tonelada no porto.

Nova safra amplia negócios no Cerrado brasileiro

Nas regiões do Cerrado, o avanço da colheita trouxe uma maior disponibilidade de trigo da nova safra, estimulando novas negociações. Em Minas Gerais, os preços estão próximos de R$ 1.550 por tonelada CIF, enquanto em Goiás, as referências se mantêm em torno de R$ 1.400 por tonelada na fazenda.

Apesar do aumento na colheita, o mercado ainda depende da disponibilidade de trigo com qualidade adequada para moagem, o que contribui para a resistência das cotações.

Moinhos limitam compras diante da dificuldade de repassar custos

Um dos principais desafios enfrentados pela indústria é a dificuldade em transferir o aumento dos custos da matéria-prima para os preços da farinha. Com margens de lucro pressionadas, os moinhos adotam uma estratégia conservadora, realizando compras apenas conforme a necessidade operacional.

Enquanto isso, a sustentação das cotações internacionais e a recuperação dos preços do trigo argentino incentivam uma postura mais firme entre os vendedores. Bento ressalta que o mercado permanece travado devido ao desalinhamento entre compradores e vendedores.

Importações brasileiras de trigo somam 4,5 milhões de toneladas na temporada 2025/26

O Brasil importou 4,525 milhões de toneladas de trigo na temporada 2025/26, considerando embarques realizados e programados entre setembro de 2025 e agosto de 2026. Apesar do volume significativo, o ritmo de importação está abaixo do registrado na temporada anterior, que somou 5,836 milhões de toneladas.

O Ceará lidera as importações, com 1,040 milhão de toneladas, representando 23% do total. Outros estados como São Paulo, Pernambuco e Bahia também figuram entre os principais importadores, evidenciando a importância das importações para o abastecimento de regiões com menor produção interna.

Mercado do trigo segue atento à nova safra e ao cenário internacional

Com a oferta limitada de trigo de qualidade superior, os preços no mercado brasileiro permanecem firmes, mesmo em um ambiente de baixa liquidez. A evolução da colheita nacional, o comportamento das importações e a dinâmica internacional, especialmente na Argentina, devem continuar a influenciar as cotações nas próximas semanas.

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