Previa: O preço do milho no Brasil apresenta leve recuo, influenciado pelo avanço da colheita da segunda safra e pela pressão do mercado internacional. A situação reflete mudanças nas dinâmicas de oferta e demanda, que podem impactar o setor agrícola nos próximos meses.
O mercado de milho no Brasil encerrou a semana com uma leve queda nos preços, resultado do avanço na colheita da segunda safra e do aumento gradual da oferta interna. Segundo a consultoria Safras & Mercado, essa tendência ainda é incipiente, mas já está afetando as negociações e diminuindo o apetite de compra dos consumidores.
Apesar da pressão para baixo nos preços, fatores como o clima mais frio nas regiões Sul e Centro-Oeste, além da volatilidade do câmbio, ajudaram a evitar quedas mais acentuadas nas cotações ao longo do período.
Colheita da safrinha e suas implicações no mercado
Com a colheita da segunda safra avançando, muitos produtores têm intensificado a fixação de vendas no mercado físico. Entretanto, muitos agentes ainda mantêm suas expectativas de preços, sustentando parte das cotações, mesmo com a maior disponibilidade do cereal no mercado.
A valorização do dólar em relação ao real também tem atuado como um fator de suporte, atenuando o impacto da maior oferta interna sobre os preços.
Pressão externa e o mercado internacional
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 59,91 no dia 25 de junho, apresentando um recuo de 0,59% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 60,08.
Cotações regionais e exportações
As cotações regionais do milho mostram um mercado dividido entre pressão de oferta e suporte logístico. Em Cascavel (PR), o preço se manteve estável em R$ 58,00, enquanto em Campinas (SP) houve uma queda de 0,77%, com a saca cotada a R$ 64,50.
As exportações brasileiras de milho apresentaram um desempenho positivo em junho, com um volume exportado de 341,8 mil toneladas e uma receita total de US$ 81,47 milhões. Comparado ao mesmo período do ano anterior, houve um aumento significativo no volume exportado e na receita média diária.
Perspectivas futuras para o milho
O mercado continua atento a três fatores principais que podem influenciar as cotações nas próximas semanas: o ritmo da colheita da segunda safra no Brasil, o relatório de área plantada nos Estados Unidos e as oscilações do câmbio e da demanda externa. A interação desses elementos será crucial para definir a tendência de curto prazo para os preços do milho, tanto no mercado físico quanto na Bolsa de Chicago.











