Prévia: O feijão carioca teve um aumento expressivo de 96,8% em seus preços em 2026, enquanto outras variedades enfrentaram quedas significativas. Essa disparidade revela a complexidade do mercado de feijão no Brasil.
O preço do feijão carioca disparou 96,8% entre janeiro e julho de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa alta coloca a variedade como uma das principais responsáveis pela pressão sobre os preços do feijão no varejo brasileiro.
Por outro lado, outras variedades de feijão apresentaram um comportamento oposto. O feijão jalo, por exemplo, registrou uma queda de 28,1%, enquanto o feijão vermelho teve uma redução de 17,6%. Esses dados foram obtidos a partir de um levantamento realizado pela VR, que analisou notas fiscais de compras feitas por consumidores que utilizam o SuperApp da empresa.
Oscilações nos preços do feijão
A análise dos dados revela que o mercado de feijão não apresenta um comportamento uniforme. Fatores como sazonalidade, oferta, demanda e preferências dos consumidores influenciam de maneira distinta cada variedade. O feijão preto, por exemplo, também teve um aumento de 18,1% no mesmo período, passando de R$ 7,91 para R$ 9,34.
Outras variedades, como o feijão rajado e o branco, tiveram aumentos mais modestos, de 3,6% e 6,8%, respectivamente. Em contraste, o feijão rosinha, bolinha e mulatinho apresentaram pequenas quedas, com o rosinha recuando 1,7% e o bolinha caindo 1,1%.
O aumento do feijão carioca foi mais acentuado no início do ano, com um pico em janeiro, quando o preço médio atingiu R$ 27,50. No entanto, em fevereiro, o valor caiu para R$ 9,59, indicando que o aumento foi pontual e não uma tendência contínua.
Na comparação direta entre julho de 2025 e julho de 2026, o feijão carioca também mostrou uma alta significativa, passando de R$ 8,24 para R$ 12,73 por quilo, um aumento de 54,5%. O feijão preto teve uma alta de 35,4%, enquanto o feijão jalo e o rajado também registraram aumentos expressivos.
Variedades com preços em queda
Enquanto algumas variedades de feijão subiram de preço, outras ficaram mais baratas. O feijão rosinha, por exemplo, teve a maior queda, com uma redução de 41%, passando de R$ 11,85 para R$ 6,99. O bolinha e o mulatinho também apresentaram quedas significativas, de 28,2% e 10,3%, respectivamente.
A análise da VR foi realizada utilizando tecnologia de inteligência artificial, que permite identificar as diferentes variedades de feijão comercializadas no varejo. Essa tecnologia ajuda a acompanhar os preços com base nas compras efetivamente realizadas pelos consumidores.
É importante ressaltar que os preços analisados correspondem ao valor médio por embalagem dentro de cada categoria. As diferenças nas embalagens podem influenciar a comparação de preços, uma vez que as variedades não são sempre vendidas no mesmo tamanho.
O mercado de feijão no Brasil em 2026 mostra uma dispersão significativa entre os preços das diferentes variedades. O feijão carioca se destaca pela valorização acumulada, enquanto outras variedades enfrentam quedas. Essa dinâmica ressalta a importância de uma análise segmentada do mercado, permitindo uma melhor compreensão das variações de preço e suas causas.











