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Preço do etanol cai para R$ 4,25 e acumula queda de 8,8% em 2026

O preço do etanol no Brasil atingiu seu menor nível em 2026, com uma queda de 8,8% acumulada no ano, impulsionada por uma safra recorde e maior oferta no mercado.

Preço do etanol cai para R$ 4,25 e acumula queda de 8,8% em 2026

Previa: O preço do etanol no Brasil atingiu seu menor nível em 2026, com uma queda de 8,8% acumulada no ano, impulsionada por uma safra recorde e maior oferta no mercado. Essa tendência traz benefícios tanto para os consumidores quanto para o agronegócio.

O mercado de combustíveis no Brasil registrou uma nova queda nos preços do etanol em julho, com o biocombustível encerrando o mês a R$ 4,25 por litro. Este valor representa o menor patamar do ano e reflete uma redução de 2,30% em relação ao mês anterior, quando o litro custava R$ 4,35. Essa sequência de recuos, iniciada no segundo trimestre, amplia a vantagem econômica do etanol para os consumidores.

Queda acentuada nos preços do etanol

Desde o início de 2026, o preço do etanol caiu R$ 0,41 por litro, resultando em uma diminuição de 8,8%. O pico do ano foi registrado na primeira quinzena de abril, quando o litro chegou a R$ 4,89. A partir de maio, a moagem da cana-de-açúcar aumentou, resultando em uma maior disponibilidade do produto e, consequentemente, em preços mais baixos.

A comparação com os preços históricos evidencia a significativa redução observada nos últimos anos. Em maio de 2022, o etanol alcançou o valor médio de R$ 6,12 por litro, o mais alto da série do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Atualmente, o preço é R$ 1,87 inferior a esse pico, representando uma queda de aproximadamente 30,5%.

Fatores que impulsionam a oferta

De acordo com Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, a queda nos preços está diretamente ligada ao aumento da oferta de biocombustíveis. A combinação de uma safra recorde de cana-de-açúcar e a expansão da produção de etanol de milho tem fortalecido a disponibilidade do combustível, aumentando sua competitividade em relação à gasolina.

A indústria de etanol de milho, especialmente nos estados do Centro-Oeste, tem contribuído para reduzir a sazonalidade da oferta, garantindo um abastecimento mais seguro ao longo do ano. Essa diversificação é crucial para a estabilidade do mercado e para a segurança energética do país.

Impactos positivos para consumidores e o agronegócio

A redução nos preços do etanol beneficia não apenas os motoristas, mas também toda a cadeia sucroenergética brasileira. A maior competitividade do etanol fortalece o setor produtivo, diminui a dependência de combustíveis fósseis importados e estimula investimentos em bioenergia, gerando empregos e renda no campo.

Além dos aspectos econômicos, o etanol, por ser um combustível renovável, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, reforçando sua importância na descarbonização da matriz energética brasileira.

Expectativas para o futuro

As perspectivas para os próximos meses indicam que os preços do etanol devem continuar competitivos, especialmente enquanto a oferta se mantiver elevada durante o processamento da cana-de-açúcar e a produção de etanol de milho continuar a crescer. Especialistas apontam que fatores como o comportamento do petróleo, os preços da gasolina nas refinarias, a taxa de câmbio e o ritmo das exportações de açúcar serão determinantes para a formação dos preços do etanol no mercado interno.

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