Previa: A tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma falha de sinal, conforme relatado pela Polícia Militar do Distrito Federal ao Supremo Tribunal Federal. O incidente ocorreu durante a prisão domiciliar do ex-mandatário, que já enfrenta uma condenação significativa.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma falha no sinal da tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro, registrada na última sexta-feira, 19 de junho. O alerta de perda de sinal foi emitido pela central de monitoramento às 18h57, gerando preocupação sobre a segurança do ex-presidente.
Após a detecção da falha, a central de monitoramento entrou em contato com Bolsonaro, orientando-o a se deslocar para a parte externa de sua residência. Essa medida visava restabelecer a conexão do dispositivo com o sistema de monitoramento.
Uma equipe da PMDF foi enviada ao local às 20h04 para verificar a situação. Os agentes constataram que a tornozeleira não havia sido violada. O relatório da PMDF indicou que a estrutura do dispositivo estava intacta, com os LEDs acesos e sinalização normal, confirmando que o ex-presidente atendeu prontamente à solicitação de deslocamento.
Prisão domiciliar
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde 27 de março, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes. Durante esse período, ele está sob vigilância constante e enfrenta restrições severas.
Além do monitoramento por tornozeleira, o ex-presidente não pode receber visitas sem autorização do STF e está proibido de utilizar celulares ou acessar redes sociais, mesmo que indiretamente. Essa medida visa garantir a segurança e a integridade do cumprimento da pena.
A falha no sinal da tornozeleira levanta questões sobre a eficácia dos dispositivos de monitoramento em casos de prisão domiciliar, especialmente em situações envolvendo figuras públicas. A manutenção da segurança e do controle sobre os monitorados é crucial para a confiança no sistema judicial.











