Prévia: A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga agressões sofridas por um adolescente internado após ser condenado por envolvimento em um estupro coletivo. O caso levanta questões sobre a segurança e o tratamento de jovens em unidades socioeducativas.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) está apurando denúncias de agressões e humilhações que um adolescente, internado por envolvimento em um estupro coletivo, teria sofrido enquanto cumpria medidas socioeducativas. O jovem, que é ex-namorado da vítima, foi condenado em 17 de abril e está sob a responsabilidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase-RJ).
De acordo com informações da PCERJ, o adolescente relatou ter sido agredido por um funcionário do Degase e afirmou que também estava sendo alvo de humilhações por parte de um professor da escola onde se encontra internado. A direção do Centro de Socioeducação Aeroporto Dom Bosco, localizado na Ilha do Governador, confirmou o relato e decidiu aumentar a vigilância sobre o jovem.
Entenda o estupro coletivo em Copacabana
O caso que levou à internação do adolescente ocorreu em 31 de janeiro, quando a vítima foi convidada para a casa de um amigo em Copacabana. Durante a visita, o jovem insinuou que teriam uma experiência sexual, proposta que foi prontamente rejeitada pela adolescente.
Dentro do apartamento, a vítima foi trancada em um quarto com outros três rapazes, que tentaram forçá-la a manter relações sexuais. Ao resistir, a adolescente foi submetida a violência física e psicológica, sendo agredida e impedida de deixar o local.
Após a denúncia, dois dos suspeitos foram expulsos do Colégio Pedro II. Os outros envolvidos, identificados pela polícia, têm idades entre 18 e 19 anos e estão atualmente presos, aguardando os desdobramentos legais do caso.
A PCERJ informou que as denúncias de agressão contra o adolescente internado serão encaminhadas à Justiça para que sejam tomadas as medidas cabíveis. O caso levanta preocupações sobre a segurança e o tratamento de jovens em instituições de reabilitação no Brasil.











