Prévia: Um homem em Francisco Beltrão, Paraná, pode ser indiciado por tortura após agredir sua filha de 3 anos em um ato registrado por câmeras de segurança. A investigação também investiga possíveis agressões contra o filho de 5 anos.
A Polícia Civil do Paraná está avaliando a possibilidade de indiciar um homem por tortura e lesão corporal após um vídeo chocante mostrar o momento em que ele chuta o rosto da própria filha, de apenas 3 anos. O incidente ocorreu em Francisco Beltrão e foi amplamente divulgado nas redes sociais, gerando indignação na comunidade.
O suspeito foi preso na quinta-feira, 9 de julho, um dia após prestar depoimento. O caso veio à tona quando a mãe das crianças registrou um boletim de ocorrência, relatando a agressão e outras possíveis violências que podem ter ocorrido dentro de casa.
O delegado Ricardo Moraes, em entrevista, afirmou que a investigação está apurando pelo menos outros dois episódios graves de violência atribuídos ao homem. Relatos de parentes e das próprias crianças indicam que as agressões ocorreram nos últimos meses.
Além do ataque à filha, o homem também é suspeito de ter agredido o filho de 5 anos, utilizando um pedaço de madeira. Essa informação foi confirmada por relatos de familiares e pela própria mãe das crianças, que está preocupada com a segurança dos filhos.
Agressões e castigos cruéis
Relatos adicionais indicam que o homem impunha castigos considerados cruéis, como obrigar os filhos a se ajoelharem sobre feijões e tampas de garrafa PET. Esses atos reforçam a hipótese de que o caso pode ser enquadrado como tortura, dada a natureza das punições.
Durante seu depoimento, o homem admitiu ter agredido a filha, alegando que a reação foi motivada pelo choro da criança. Contudo, ele afirmou não se lembrar de todos os detalhes e expressou arrependimento após ver as imagens da agressão.
O incidente ocorreu em uma rua da cidade no último domingo, 5 de julho, e foi registrado por câmeras de segurança. O outro filho do homem estava presente no momento da agressão, o que levanta preocupações sobre o ambiente familiar e a segurança das crianças.
A ocorrência foi formalmente registrada na terça-feira, 7 de julho, dois dias após a agressão. A mãe, em busca de proteção para os filhos, informou que pretende se divorciar e já solicitou uma medida protetiva contra o marido, que ficará impedido de se aproximar da família caso seja solto.











