Previa: Um pai de 31 anos foi preso após agredir a própria filha de 3 anos em Francisco Beltrão, Paraná. Em depoimento, ele alegou ter “perdido a cabeça” devido ao choro da criança, enquanto a mãe busca medidas protetivas e planeja a separação.
A recente prisão de um homem de 31 anos em Francisco Beltrão, no Paraná, chocou a comunidade local. O pai foi detido após chutar a filha de apenas 3 anos no rosto, um ato que gerou indignação e preocupação sobre a segurança das crianças na região. O incidente ocorreu enquanto a família voltava do mercado, e a criança estava chorando.
Durante o depoimento à Polícia Civil, o homem justificou sua ação afirmando que perdeu o controle diante do choro da menina. Ele questionou quem havia feito a denúncia e expressou arrependimento pela agressão. “Eu perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito”, declarou.
Repercussão e medidas protetivas
Após a prisão do pai, a mãe das crianças solicitou uma medida protetiva e anunciou sua intenção de se separar. Ela revelou estar profundamente abalada com a situação, afirmando que nunca havia presenciado comportamento agressivo do companheiro antes. “Ele nunca foi agressivo, a gente sempre trabalhou e teve uma vida normal”, disse a mulher em um áudio enviado ao programa Fantástico.
As imagens do momento da agressão, que mostram a criança caindo no chão após o chute, foram capturadas por câmeras de segurança e ajudaram a polícia nas investigações. Uma testemunha, um personal trainer que presenciou a cena, interrompeu a ação e relatou que o irmão da menina, de 5 anos, ficou em estado de choque.
Investigação de outros episódios de violência
A Polícia Civil está investigando outras denúncias de violência envolvendo a família. Relatos de parentes indicam que o filho mais velho também teria sido agredido anteriormente. Além disso, a polícia apura casos de castigos considerados cruéis, como obrigar as crianças a permanecer ajoelhadas sobre grãos de feijão.
Diante das evidências reunidas, a polícia considera a possibilidade de indiciar o pai não apenas por lesão corporal, mas também por tortura, levando em conta os danos físicos e psicológicos causados às crianças. O suspeito permanece preso e, até o momento, não contratou um advogado de defesa.











