Prévia: Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro resultou na prisão de seis pessoas, incluindo o presidente do Instituto Rio Metrópole, por desvio de R$ 86,3 milhões. O esquema envolvia corrupção e fraudes em licitações, levantando questões sobre a gestão pública no estado.
Na manhã desta quinta-feira (9), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação que culminou na prisão de seis indivíduos, entre eles Davi Perini Vermelho, presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM). A ação investiga um esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 86,28 milhões dos cofres públicos do estado.
Os mandados de busca e apreensão foram realizados em diversas localidades, incluindo a capital fluminense, São Gonçalo e Teresópolis. O MPRJ alega que o desvio de verbas ocorreu por meio de contratos firmados pelo IRM, uma autarquia responsável por projetos nas áreas de mobilidade, saneamento e habitação.
Desvio de Recursos Públicos
Segundo a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa, o esquema envolveu 11 denunciados, acusados de crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os recursos desviados eram geridos através de contratos milionários entre o IRM e empresas contratadas que, posteriormente, repassavam os valores para uma ONG chamada Instituto Bio.
Os investigadores descobriram que os pagamentos eram feitos a duas empresas que, em seguida, transferiam os valores para a conta pessoal de Caroline Soares Barros, presidente da ONG. O dinheiro era sacado em espécie e transportado com a ajuda de uma empresa de escolta armada, dificultando o rastreamento das transações.
Início das Investigações
A investigação teve início em janeiro deste ano, quando Caroline foi flagrada transportando R$ 500 mil em espécie. A partir desse episódio, o MPRJ aprofundou a apuração sobre as irregularidades nos contratos do IRM, que totalizaram R$ 58,3 milhões para a Engeconsult e R$ 25,1 milhões para a R. Peotta Engenharia.
Entre os denunciados, destaca-se Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento do IRM e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch. O deputado se manifestou, afirmando ter sido pego de surpresa pela operação e negando qualquer responsabilidade pela indicação do pai ao cargo.
Consequências Legais
O MPRJ solicitou à Justiça o bloqueio e o sequestro de bens dos envolvidos, além de um pagamento de R$ 200 milhões por danos morais coletivos. A Justiça já determinou o afastamento dos denunciados de seus cargos públicos, enquanto a investigação prossegue.
O governo do estado do Rio de Janeiro, por meio de nota, destacou que a operação é resultado de um trabalho conjunto entre diversos órgãos e que irregularidades foram identificadas em auditorias internas. O Instituto Rio Metrópole possui um mandato fixo de quatro anos, e a atual gestão foi nomeada na administração anterior.
Atualmente, o estado é governado interinamente por Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, após a renúncia de Cláudio Castro. A situação política do estado se complica ainda mais com a iminente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o processo eleitoral para a escolha do próximo governador.











