Previa: O ex-presidente Barack Obama compartilha suas escolhas literárias e musicais em uma tradição que se renova a cada verão. Com uma seleção eclética, ele apresenta 11 livros e uma playlist com mais de 40 canções, convidando o público a interagir com suas sugestões.
Barack Obama, que completa 65 anos nesta terça-feira (04.08), mantém uma tradição que começou durante seu mandato na Casa Branca: compartilhar com o público suas leituras e músicas favoritas. No final de julho, ele divulgou suas listas de verão, que sempre atraem a atenção de admiradores e leitores em busca de recomendações de qualidade.
A lista de livros deste ano é diversificada, abrangendo tanto ficção quanto não ficção. Entre os destaques, está Kin, de Tayari Jones, que foi selecionado para o clube de leitura de Oprah Winfrey. Além dele, obras de autores renomados como Michael Pollan, Ann Patchett e Colson Whitehead também fazem parte da seleção, refletindo o gosto literário apurado do ex-presidente.
Os 11 livros favoritos deste ano
Entre os livros escolhidos, The Things We Never Say, de Elizabeth Strout, apresenta uma narrativa independente, enquanto A World Appears, de Michael Pollan, explora a consciência humana através de diversas disciplinas. Já Whistler, de Ann Patchett, traz um reencontro inesperado que provoca reflexões sobre o passado.
Outro destaque é This Land is Your Land, de Beverly Gage, que leva o leitor a uma jornada por locais históricos dos Estados Unidos. O romance Vigil, de George Saunders, aborda temas contemporâneos como ganância e destruição ambiental, enquanto One Sun Only, de Camille Bordas, apresenta contos que exploram a complexidade da vida e da morte.
Além disso, Seek Immediate Shelter, de Vincent Yu, narra a reação de uma cidade a um alarme falso de míssil, e Data Empire, de Roopika Risam, discute o controle da informação ao longo da história. Por fim, Cool Machine, de Colson Whitehead, encerra sua trilogia do Harlem, trazendo à tona a vida em Nova York ao longo das décadas.
Na playlist, Obama mistura clássicos e lançamentos contemporâneos, incluindo artistas como Doechii, SZA e Marvin Gaye. A canção de abertura, “Song of Good Hope“, de Glen Hansard, ganhou um significado especial após a morte do músico, que ocorreu no mesmo dia da divulgação da lista. Essa conexão emocional destaca a importância da música na vida do ex-presidente e em sua relação com a cultura.
Com essa tradição, Obama não apenas compartilha suas preferências, mas também cria um espaço para a troca cultural, incentivando seus seguidores a contribuírem com suas próprias sugestões. Essa interação reflete um comportamento contemporâneo que valoriza a curadoria e a diversidade de vozes no universo da literatura e da música.











