Previa: A seca é um desafio significativo para a pecuária de corte no Brasil, mas a nutrição estratégica pode minimizar perdas e manter a produtividade do gado. Com planejamento e suplementação adequada, os produtores conseguem enfrentar esse período crítico com mais eficiência.
O fenômeno da seca representa um dos maiores obstáculos para a pecuária de corte no Brasil, impactando diretamente a oferta e a qualidade das pastagens. Nesse contexto, a nutrição do rebanho se torna uma ferramenta crucial para evitar perdas de peso e garantir a produtividade e a reprodução das matrizes.
Com um planejamento adequado, que inclui a reserva de forragem e a suplementação nutricional, os pecuaristas podem atravessar a estiagem de forma mais eficiente. Isso não apenas reduz os impactos econômicos, mas também assegura resultados positivos ao longo do ciclo produtivo.
Planejamento alimentar é chave para enfrentar a seca
Durante a estiagem, a diminuição da disponibilidade de pasto exige que os pecuaristas se preparem com antecedência. O primeiro passo é realizar um diagnóstico detalhado da propriedade, levando em conta aspectos como o número de animais, a demanda nutricional do rebanho e a quantidade de volumosos armazenados.
Animais com maiores exigências nutricionais, como bezerros e matrizes gestantes, necessitam de atenção especial para evitar a redução de desempenho. Especialistas alertam que a falta de planejamento pode resultar em perda de escore corporal e diminuição da eficiência reprodutiva.
Suplementação ajuda a aproveitar melhor o pasto seco
A qualidade nutricional das pastagens tende a cair drasticamente durante a seca. Em muitos casos, o teor de proteína da forragem pode ficar abaixo de 6%, o que compromete a digestão e a absorção de nutrientes pelos animais. Nesse cenário, a suplementação proteica se torna essencial para maximizar o aproveitamento do pasto disponível.
Segundo Bruno Marson, zootecnista e diretor técnico da Connan, quando a forragem não atende às necessidades do rebanho, é necessário complementar a dieta com volumosos conservados, como silagem de milho e cana-de-açúcar. Essa combinação garante maior estabilidade nutricional durante os meses de menor oferta de pastagem.
Suplementação proteico-energética aumenta ganho de peso
Para propriedades que buscam acelerar o desenvolvimento dos animais na seca, a suplementação proteico-energética é uma alternativa eficaz. Essa estratégia é comumente utilizada em sistemas de recria intensiva, contribuindo para o ganho de peso mesmo em condições adversas.
A escolha do suplemento deve ser alinhada aos objetivos da fazenda e às características do rebanho. Cada grupo de animais possui necessidades específicas que devem ser atendidas para garantir a saúde e o desempenho adequado durante a estiagem.
Água de qualidade é fundamental para desempenho do rebanho
Além da alimentação, a disponibilidade de água de qualidade é crucial para o sucesso da produção durante a seca. A água influencia diretamente o consumo de matéria seca, o ganho de peso e a saúde dos animais. Por isso, é essencial monitorar constantemente os bebedouros, garantindo que o rebanho tenha acesso a água limpa e em quantidade suficiente.
A combinação de planejamento alimentar, reserva de forragem e oferta de água de qualidade é considerada a melhor estratégia para mitigar os efeitos da seca na pecuária de corte. Com um manejo adequado, os produtores podem preservar a condição corporal das matrizes, melhorar os índices reprodutivos e aumentar a rentabilidade do sistema produtivo.
Em um cenário de crescente pressão por eficiência na pecuária, a nutrição estratégica durante a estiagem se torna uma ferramenta indispensável para elevar a produtividade e a competitividade das propriedades rurais.











