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Naruna Costa: “Mulheres negras são mulheres, não figuras” em novo filme “Dolores”

O filme "Dolores" traz à tona a complexidade das mulheres negras através da história de Deborah, interpretada por Naruna Costa. A produção, que encerra a Trilogia dos Afetos, destaca...

Naruna Costa: "Mulheres negras são mulheres, não figuras" em novo filme "Dolores"

Previa: O filme “Dolores” traz à tona a complexidade das mulheres negras através da história de Deborah, interpretada por Naruna Costa. A produção, que encerra a Trilogia dos Afetos, destaca a força e a diversidade das experiências femininas na periferia de São Paulo.

O longa “Dolores”, que estreou recentemente, é um retrato sensível da vida de mulheres negras que enfrentam desafios cotidianos. A protagonista, Deborah, é uma mulher da periferia de São Paulo que fabrica lingeries para vender na porta de presídios, onde espera a visita de seu namorado detido. A narrativa explora a busca por amor e a construção de uma identidade própria em meio a adversidades.

Dirigido por Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, o filme é parte da Trilogia dos Afetos, um projeto que homenageia o trabalho do cineasta Chico Teixeira, falecido em 2019. A produção destaca a força das mulheres em diferentes gerações, mostrando como elas lidam com suas realidades e sonhos. As atrizes Naruna Costa, Carla Ribas e Ariane Aparecida foram reconhecidas com um prêmio conjunto de atuação no Panorama Coisa de Cinema, em Salvador.

O papel de Deborah e a pesquisa por autenticidade

Naruna Costa, que vive Deborah, compartilha que a construção da personagem foi um processo desafiador, mas gratificante. A atriz se identificou com a luta da protagonista, uma mulher negra que busca sua autonomia e identidade. “O amor é a minha revolução”, afirma Naruna, refletindo sobre a importância do amor próprio e da redescoberta pessoal.

A pesquisa para dar vida a Deborah envolveu uma compreensão profunda do universo das mulheres que esperam por seus companheiros nos presídios. Naruna destaca a importância de retratar essa realidade com dignidade, sem estigmatizar as personagens. “A complexidade do simples” é uma frase que resume a riqueza das histórias que o filme apresenta.

O reconhecimento do elenco e a premiação no Panorama Coisa de Cinema foram momentos significativos para Naruna. Ela enfatiza que a verdadeira riqueza do filme está nas personagens, que representam diferentes visões de mundo e experiências. “Isso é vida. É a realidade”, comenta a atriz, ressaltando a importância de contar histórias que refletem a diversidade da experiência feminina.

Além de atuar, Naruna também é diretora e tem se dedicado a contar histórias que valorizam a presença negra no audiovisual. Ela acredita que é fundamental que as narrativas sejam conduzidas por pessoas que compartilham essas experiências, contribuindo para um retrato mais autêntico e representativo das mulheres negras.

Com uma carreira em ascensão, Naruna Costa se destaca como uma artista multifacetada, que busca sempre dar voz a histórias reais e complexas. “Mulheres negras são mulheres, não figuras”, afirma, reafirmando seu compromisso em representar a diversidade e a profundidade das experiências femininas em seu trabalho.

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