Prévia: Um grupo de mulheres conservadoras planeja processar brasileiros ligados ao bolsonarismo nos Estados Unidos, alegando ataques e difamações nas redes sociais. A ação é vista como uma resposta a campanhas coordenadas que visam deslegitimar suas vozes.
Um coletivo de mulheres que se identifica com a direita política está considerando a possibilidade de recorrer à Justiça americana. O grupo alega ter sido alvo de ataques e campanhas de difamação por parte de brasileiros associados ao bolsonarismo. A informação foi divulgada pela jornalista Ana Flor em seu blog.
As integrantes do grupo afirmam que os ataques seriam orquestrados por membros do denominado “gabinete do ódio”. Elas já compilaram uma série de publicações que, segundo sua análise, configuram crimes como calúnia, difamação e injúria. Um advogado nos Estados Unidos teria sido consultado para avaliar a viabilidade da ação judicial.
Alvos e Repercussões
Entre os nomes mencionados pelo grupo está o influenciador Allan dos Santos, que é considerado foragido da Justiça brasileira. A inclusão de seu nome na lista de alvos indica a seriedade com que as mulheres estão tratando a situação.
A repercussão dos ataques também influenciou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que recentemente publicou um vídeo criticando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na gravação, Michelle menciona ser alvo de um grupo que atua do exterior e destaca que alguns de seus membros aparecem em fotos ao lado do parlamentar.
Além de Michelle, outros alvos dos ataques incluem a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). O grupo de mulheres conservadoras também está considerando incluir em sua ação episódios de ataques direcionados a mulheres de esquerda, atribuídos aos mesmos perfis que as atacam.
As queixas já foram levadas ao conhecimento do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e de Flávio Bolsonaro, indicando que a situação está gerando um debate interno dentro do partido. A expectativa é que essa movimentação possa trazer à tona questões sobre a liberdade de expressão e os limites da crítica política nas redes sociais.











