Previa: Amanda Maria Souza de Oliveira, mulher de 38 anos que se passou por uma adolescente de 12 anos, fará um exame de sanidade mental nesta sexta-feira. Ela está presa desde o início de junho e responde por estelionato e falsa identidade.
A mulher, natural do Ceará, foi detida após enganar uma família em Joinville (SC), onde se apresentou como uma criança em situação de vulnerabilidade. A Justiça de Santa Catarina autorizou a perícia a pedido da defesa, suspendendo o processo até a conclusão do laudo.
Amanda está detida no Presídio Feminino Regional de Joinville desde o dia 2 de junho. As investigações revelaram que ela tem um histórico de golpes semelhantes em diversos estados brasileiros, onde passou mais de 15 anos fingindo ser uma criança ou adolescente para obter abrigo e ajuda financeira.
Entenda como o golpe aconteceu
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Amanda se aproximou de uma família religiosa no distrito de Pirabeiraba, alegando ter experiência em panificação e buscando uma oportunidade de trabalho. Com o tempo, ela relatou dificuldades pessoais e foi acolhida pela família.
Inicialmente, apresentou-se com o nome falso de Gabriele e, posteriormente, afirmou ser uma criança em vulnerabilidade. A família, acreditando em sua história, a manteve em casa por cerca de 14 meses, arcando com despesas de alimentação e moradia, além de realizar uma festa de aniversário para a suposta adolescente.
Comportamento infantilizado
A investigação indicou que Amanda sustentava sua falsa identidade alegando ser autista e apresentando outros problemas de saúde. Para justificar sua aparência adulta, dizia que traumas na infância comprometeram seu desenvolvimento físico.
Ela reproduzia comportamentos típicos de crianças, utilizando mamadeira e chupeta, e afinava a voz para reforçar sua narrativa. A fraude foi descoberta quando uma tia da família pesquisou seu nome na internet e encontrou relatos de casos semelhantes em outros estados.
Histórico de golpes
Amanda possui um extenso histórico criminal, com condenações e investigações em pelo menos sete estados, incluindo Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em todos os casos, utilizava nomes falsos e se apresentava como criança ou adolescente para obter abrigo e assistência.
Em 2021, no Rio Grande do Sul, ficou presa por seis meses após conseguir vaga em um abrigo público. Em Minas Gerais, enganou instituições de acolhimento ao afirmar ter 13 anos. No Rio de Janeiro, em 2023, fingiu ser uma adolescente vítima de abuso para sensibilizar moradores que passaram a custear sua subsistência.
Agora, após ser descoberta em Joinville, Amanda aguarda a realização do exame de sanidade mental, que poderá influenciar o andamento de seu processo criminal. Ela permanece detida enquanto as investigações continuam.











