Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Moagem de cana no Centro-Sul cai 8,4% e produção de etanol avança 2,8%

A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil apresentou uma queda significativa de 8,4% na segunda quinzena de julho de 2026. Enquanto isso, a produção de etanol avançou, refletindo...

Moagem de cana no Centro-Sul cai 8,4% e produção de etanol avança 2,8%

Previa: A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil apresentou uma queda significativa de 8,4% na segunda quinzena de julho de 2026. Enquanto isso, a produção de etanol avançou, refletindo uma mudança no mix produtivo das usinas.

A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil recuou 8,4% na segunda quinzena de julho de 2026, totalizando 46,08 milhões de toneladas. Essa queda é comparada ao mesmo período do ano anterior e foi acompanhada por uma redução ainda mais acentuada na produção de açúcar, que caiu 17,6%.

Os dados foram divulgados pelo Sistema de Acompanhamento da Produção Canavieira, do Ministério da Agricultura, com informações coletadas diretamente dos produtores. Esses números antecipam os indicadores consolidados do setor privado para o mês de julho.

Produção de açúcar e etanol: um contraste significativo

Na segunda metade de julho, a produção de açúcar no Centro-Sul foi de aproximadamente 3 milhões de toneladas, representando uma queda de 17,6% em relação ao mesmo período de 2025. Essa redução foi maior do que a queda na moagem de cana, indicando uma mudança no direcionamento da matéria-prima.

O cenário de preços menos atrativos para o açúcar levou muitas usinas a priorizar a produção de etanol. Essa flexibilidade na escolha entre açúcar e biocombustível é uma característica estratégica da indústria sucroenergética brasileira, permitindo que as usinas se ajustem às condições de mercado.

Em contrapartida, a produção total de etanol cresceu 2,8% na comparação anual durante a mesma quinzena, com as usinas produzindo cerca de 2,39 bilhões de litros. Esse aumento é resultado do maior direcionamento da cana para o biocombustível e da expansão da produção de etanol de milho.

Desempenho acumulado da safra 2026/27

Apesar da queda na moagem na segunda quinzena de julho, o acumulado da safra 2026/27 mostra um crescimento no processamento de cana, com 313,21 milhões de toneladas processadas até o final de julho, um aumento de 2,1% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Entretanto, a produção acumulada de açúcar caiu 12,4%, totalizando 16,92 milhões de toneladas. Essa discrepância entre a moagem e a produção de açúcar reflete a mudança no direcionamento industrial da matéria-prima, que agora favorece o etanol.

O crescimento da produção de etanol, que atingiu 16,34 bilhões de litros até o final de julho, representa um aumento de 16% em relação ao mesmo período da safra passada. Essa expansão é impulsionada pela crescente participação do etanol de milho, que complementa a produção de cana e ajuda a reduzir a sazonalidade da oferta.

Perspectivas para o mercado sucroenergético

Com o aumento dos estoques de etanol, que cresceram 28,2% em relação ao ano anterior, o mercado estará atento às dinâmicas de preços e à demanda por biocombustíveis. O comportamento das cotações do açúcar e do etanol será influenciado por fatores como a demanda das distribuidoras e a competitividade entre etanol hidratado e gasolina.

As próximas semanas serão cruciais para o setor, com o ritmo da moagem e a definição do mix industrial sendo monitorados de perto. As condições climáticas e os preços internacionais do açúcar também desempenharão um papel importante nas decisões das usinas.

Os dados até julho indicam uma safra marcada por movimentos distintos na cadeia produtiva, com maior moagem acumulada de cana, menor produção de açúcar e forte crescimento do etanol. A evolução do mix das usinas será um fator chave a ser observado na segunda metade da safra 2026/27.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta