Previa: Um novo estudo revela que a utilização de minerais bi-quelatados na alimentação de frangos de corte pode reduzir significativamente lesões na pele das aves e aumentar o rendimento das carcaças, trazendo benefícios para a avicultura brasileira.
A avicultura brasileira pode estar prestes a vivenciar uma transformação significativa com a adoção de minerais orgânicos bi-quelatados na dieta dos frangos de corte. Um estudo recente, que envolveu cerca de oito milhões de aves, demonstrou que essa prática não apenas melhora a qualidade das carcaças, mas também reduz perdas econômicas na produção. A pesquisa focou na substituição do sulfato de zinco por zinco bi-quelatado, mostrando resultados promissores para a indústria avícola.
Os dados coletados apontam que o manejo nutricional tem um impacto direto na integridade da pele e na qualidade dos tecidos das aves. Essa melhoria é crucial para diminuir condenações parciais, retrabalho nas plantas frigoríficas e a desclassificação de produtos, que são desafios frequentes enfrentados pelos produtores.
Estudo comprova ganhos na qualidade das carcaças
Intitulada “Zn–Methionine Hydroxy-Analogue Chelate Supplementation Improves Carcass Quality in Broilers Under Commercial Conditions”, a pesquisa foi realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Bello Alimentos e a NOVUS. Durante quatro meses, os pesquisadores monitoraram uma granja comercial na região Centro-Oeste do Brasil, comparando diferentes fontes de zinco na alimentação das aves.
Os resultados foram impressionantes: a troca de 120 ppm de zinco inorgânico por apenas 40 ppm de zinco bi-quelatado resultou em uma redução de aproximadamente 70% nos defeitos de aparência da pele e cerca de 68% nas lesões totais. Além disso, houve uma diminuição na incidência de condenações parciais de carcaças e uma melhora no aproveitamento industrial dos cortes.
Menos perdas e maior rentabilidade para a indústria
Lesões na pele são uma das principais causas de perdas econômicas na avicultura, levando à retirada de cortes e rebaixamento da classificação das carcaças. A pesquisa indica que a integridade dos tecidos das aves, fortalecida pela suplementação com minerais bi-quelatados, pode reduzir esses problemas, aumentando o rendimento industrial e, consequentemente, a rentabilidade dos produtores.
Além das melhorias na pele, o estudo também revelou avanços na saúde das patas das aves, com uma redução significativa nas lesões severas no coxim plantar. Essa condição é vital, pois influencia tanto o bem-estar animal quanto os índices produtivos e a valorização comercial dos lotes.
Nutrição preventiva fortalece tecidos durante todo o ciclo
Os pesquisadores enfatizam que os melhores resultados são alcançados quando o manejo nutricional é aplicado de forma preventiva desde as fases iniciais da criação. Os minerais orgânicos, como o zinco bi-quelatado, apresentam maior biodisponibilidade em comparação às fontes convencionais, favorecendo a absorção intestinal e a formação dos tecidos.
O zinco bi-quelatado é essencial para processos como a síntese de proteínas, proliferação celular e manutenção da integridade da pele, contribuindo para a redução da incidência e gravidade das lesões ao longo do ciclo produtivo.
Avicultura busca maior produtividade com alimentação de precisão
O estudo reforça uma tendência crescente na avicultura moderna: o investimento em estratégias nutricionais que elevem a qualidade das carcaças e minimizem perdas industriais. Com margens de lucro cada vez mais apertadas, tecnologias que aumentam o rendimento dos lotes e melhoram o aproveitamento da produção são fundamentais para a competitividade da cadeia avícola no Brasil.
Os resultados sugerem que a utilização de minerais orgânicos bi-quelatados pode levar a uma produção mais eficiente, sustentável e rentável, beneficiando não apenas os produtores e frigoríficos, mas também os consumidores finais. Essa inovação pode ser um passo importante para a avicultura brasileira, que busca se adaptar às demandas do mercado e melhorar sua eficiência produtiva.











