Previa: A colheita do milho safrinha no Paraná enfrenta desafios climáticos, mas as expectativas de produção permanecem otimistas, com previsão de 17,5 milhões de toneladas para a safra 2025/26.
O início da colheita do milho safrinha no Paraná é marcado por uma série de desafios climáticos que exigem atenção constante dos produtores. Apesar das dificuldades, as estimativas do Departamento de Economia Rural (Deral) indicam que a produção pode alcançar 17,5 milhões de toneladas nesta safra, o que reforça a importância do estado na produção nacional de milho.
Nesta temporada, o Paraná cultivou uma área recorde de aproximadamente 2,9 milhões de hectares para a segunda safra de milho. Até o momento, cerca de 14 mil hectares foram colhidos, o que representa menos de 1% da área total plantada. A expectativa é que o restante das lavouras siga em desenvolvimento, com potencial para recuperação nas próximas semanas.
Desafios Climáticos e Recuperação das Lavouras
As lavouras que foram semeadas no início da janela de plantio enfrentaram as condições climáticas mais adversas, resultando em um desenvolvimento inicial abaixo do esperado. A incidência de pragas, como pulgões, também impactou negativamente algumas regiões produtoras. Contudo, especialistas afirmam que não há registros de perdas significativas que possam comprometer o potencial produtivo do estado.
Com a melhora das condições climáticas nas últimas semanas, há uma tendência de recuperação nas lavouras. Atualmente, mais de 24% da área cultivada já se encontra em fase final de maturação, enquanto o restante das plantas continua em estágios de enchimento de grãos e desenvolvimento vegetativo.
Preocupações com o Clima e o Fenômeno El Niño
Os produtores estão atentos ao comportamento do clima na reta final da safra. O aumento das chuvas em várias regiões pode impactar a qualidade dos grãos e complicar a operação de colheita. Além disso, a possível influência do fenômeno El Niño pode reduzir a luminosidade necessária para o pleno desenvolvimento das lavouras, aumentando os riscos de perdas qualitativas.
Para mitigar esses riscos, o acompanhamento técnico das áreas tem sido intensificado, especialmente nas regiões Norte, Oeste e Sudoeste do Paraná, que são os principais polos produtores do milho safrinha no estado.
Tecnologia e Acompanhamento Técnico
Apesar das adversidades climáticas, o uso de tecnologia avançada pelos produtores paranaenses tem sido crucial para preservar a produtividade das lavouras. A adoção de híbridos de alto desempenho e o manejo fitossanitário adequado têm contribuído para minimizar os impactos das pragas e das condições climáticas adversas.
De acordo com especialistas, os investimentos em genética e manejo já estão mostrando resultados positivos, mesmo em uma safra desafiadora. Produtores que implementaram tecnologias mais avançadas conseguiram proteger melhor suas lavouras e reduzir os efeitos das condições adversas.
A evolução da safra está sendo monitorada por equipes técnicas que percorrem as principais regiões agrícolas do estado. O circuito técnico, que começou em Maringá, seguirá para outras regiões, como o Oeste e Sudoeste, e continuará em estados produtores como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Embora os desafios climáticos sejam significativos, as perspectivas para a segunda safra de milho no Paraná permanecem favoráveis, solidificando a posição do estado como um dos maiores produtores do cereal no Brasil.











