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Custo elevado de fertilizantes pressiona rentabilidade da safrinha de milho 2026/27

A safrinha de milho para a temporada 2026/27 enfrenta desafios significativos, com custos de produção elevados e preços projetados que não garantem a rentabilidade dos produtores.

Custo elevado de fertilizantes pressiona rentabilidade da safrinha de milho 2026/27

Previa: A safrinha de milho para a temporada 2026/27 enfrenta desafios significativos, com custos de produção elevados e preços projetados que não garantem a rentabilidade dos produtores. A pressão dos fertilizantes, que representam 40% do custo operacional, é um dos principais fatores de preocupação.

O desempenho da segunda safra de milho é crucial para a produção brasileira na temporada 2026/27. Apesar das previsões internacionais apontarem para uma colheita robusta, o aumento dos custos de produção e a pressão sobre as margens de lucro colocam os produtores em uma situação delicada.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a estimativa de 139 milhões de toneladas para a produção brasileira, um número que reafirma a posição do Brasil como um dos maiores produtores globais. Contudo, a rentabilidade dependerá fortemente do sucesso da safrinha, que representa cerca de 75% da produção nacional.

Desafios climáticos e produtivos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) alerta que a segunda safra continua vulnerável às condições climáticas. Na safra anterior, a área cultivada cresceu, mas a produtividade média caiu, refletindo as dificuldades enfrentadas por estados como Goiás e Minas Gerais devido a irregularidades climáticas.

Embora a área plantada tenha aumentado de 13,8 milhões para 17,8 milhões de hectares entre 2019/20 e 2025/26, a produtividade não acompanhou esse crescimento. Isso evidencia que a expansão da área não garante necessariamente um aumento na produção, especialmente quando o clima é desfavorável.

Pressão de custos e rentabilidade

Os custos de produção estão em alta, com dados do Projeto CPA-MT indicando que o custeio da safra de milho em Mato Grosso atingiu R$ 3.767,37 por hectare. Os fertilizantes, que representam 40% desse custo, somam R$ 1.532,66 por hectare, mesmo com uma leve redução em relação ao mês anterior.

Além disso, a cotação média projetada para o milho na próxima safra é de R$ 44,76 por saca, um valor que não cobre o custo operacional total, estimado em R$ 6.057,70 por hectare. Isso reduz significativamente a margem de lucro dos produtores, que enfrentam um cenário econômico desafiador.

Tecnologia como aliada

Especialistas destacam que a adoção de tecnologias e práticas de manejo eficientes será fundamental para a competitividade da cultura. Tecnologias voltadas para o manejo do solo e a nutrição das plantas podem ajudar a reduzir perdas e aumentar a eficiência no uso de fertilizantes.

Práticas que minimizam a lixiviação do nitrogênio e a tecnologia Stay Green, que prolonga a atividade fotossintética das folhas, são apontadas como soluções promissoras. A aplicação antecipada de insumos também pode melhorar a eficiência operacional durante a curta janela de plantio da safrinha.

Planejamento estratégico para o futuro

O Imea projeta um aumento na demanda por fertilizantes no segundo semestre, período em que muitos produtores buscam realizar compras antecipadas. O planejamento e a aquisição estratégica de insumos, aliados à adoção de tecnologias que aumentem a eficiência nutricional, serão cruciais para transformar o potencial produtivo em rentabilidade.

Com custos elevados e preços pressionados, a eficiência técnica se torna um pilar essencial para a sustentabilidade econômica da produção de milho no Brasil. O sucesso da safra 2026/27 dependerá da capacidade dos produtores de se adaptarem a esse cenário desafiador.

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