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Milho no Brasil cai 3,5% em junho com oferta elevada e demanda fraca

O mercado de milho no Brasil enfrenta uma queda significativa em junho, influenciado pela alta oferta e estoques elevados. A situação é refletida nas negociações, que permanecem cautelosas entre produtores...

Milho no Brasil cai 3,5% em junho com oferta elevada e demanda fraca

Previa: O mercado de milho no Brasil enfrenta uma queda significativa em junho, influenciado pela alta oferta e estoques elevados. A situação é refletida nas negociações, que permanecem cautelosas entre produtores e compradores.

O cenário do milho no Brasil continua a apresentar uma tendência de baixa, com uma queda acumulada de 3,5% no mês de junho. Essa situação é impulsionada pelo avanço da safrinha e pelos altos níveis de estoques de passagem, que pressionam os preços para baixo.

Na praça de Campinas (SP), referência para o Centro-Sul, o milho foi negociado a R$ 62,00 por saca de 60 kg no dia 24. A média parcial de junho é de R$ 63,06 por saca, comparada a R$ 65,35 em maio. Essa queda reflete a dificuldade de absorção da oferta disponível pelo mercado interno.

Os dados indicam que a safrinha 2026 deve alcançar 112,5 milhões de toneladas, uma das maiores já registradas no país. Esse volume elevado reforça a expectativa de um excedente estrutural, o que impacta diretamente a formação de preços no curto e médio prazo.

Mercado Internacional e B3

No cenário internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) operam próximos da estabilidade. Os fatores que influenciam essa situação incluem a demanda externa, que se mantém ativa, e as condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, que limitam movimentos de alta.

Recentemente, o México adquiriu cerca de 100 mil toneladas de milho dos EUA, o que ajuda a sustentar a demanda. Entretanto, a boa condição das lavouras no cinturão produtor norte-americano mantém as expectativas de uma oferta confortável, reduzindo a pressão sobre os preços.

Na B3, o milho iniciou a sessão em leve queda, refletindo a cautela do mercado. Os contratos futuros variaram entre R$ 63,97 e R$ 73,10, com o vencimento de julho/26 recuando para R$ 63,97. A volatilidade foi acentuada por relatos de produtividade irregular em algumas regiões, especialmente em Mato Grosso.

A liquidez no mercado físico permanece baixa, com produtores relutantes em aceitar preços abaixo do custo de produção. No Sul do Brasil, as negociações são pontuais, e a diferença entre ofertas e pedidos continua a dificultar acordos, especialmente em estados como Paraná e Santa Catarina.

O panorama geral do mercado de milho indica que a elevada oferta deve continuar a pressionar os preços no curto prazo. Enquanto o mercado internacional oscila, a realidade doméstica de ampla disponibilidade de milho exige atenção ao ritmo de colheita e à capacidade de absorção do mercado interno, especialmente nas indústrias de proteína animal e etanol.

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