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Milho opera estável em Chicago e B3 antes de relatório do USDA; liquidez no Brasil é restrita

O mercado de milho apresenta movimentações limitadas em Chicago e na B3, com atenção voltada para o relatório do USDA que pode impactar as cotações.

Milho opera estável em Chicago e B3 antes de relatório do USDA; liquidez no Brasil é restrita

Previa: O mercado de milho apresenta movimentações limitadas em Chicago e na B3, com atenção voltada para o relatório do USDA que pode impactar as cotações. A liquidez no Brasil permanece restrita, refletindo a cautela de consumidores e produtores.

Na manhã desta terça-feira, 11 de agosto, o mercado de milho mostrou pouca direção nas principais bolsas. Em Chicago, os contratos futuros operavam com leves quedas, enquanto a B3 também registrava variações estreitas. O cenário é marcado por uma liquidez restrita no Brasil, com consumidores cautelosos e produtores limitando as ofertas.

O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos e a expectativa em torno do novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) são os principais fatores que influenciam o mercado. A colheita da segunda safra no Brasil, o comportamento do dólar e a demanda das indústrias e exportadores também desempenham papéis cruciais na dinâmica de negócios.

Movimentação em Chicago e B3

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros de milho apresentavam queda por volta das 9h20, horário de Brasília. O vencimento de setembro de 2026 era negociado a US$ 4,36 por bushel, com uma baixa de 1,50 ponto. Os contratos de dezembro e março de 2027 também mostravam recuos, refletindo uma sessão de baixa volatilidade.

O mercado brasileiro, por sua vez, registrou pouca movimentação no início da sessão. O contrato de setembro de 2026 estava cotado a R$ 69,88 por saca, com uma leve alta de 0,01%. Apesar de uma valorização na segunda-feira, o mercado físico permanece lento, com negociações pontuais em regiões produtoras.

Expectativas em torno do relatório do USDA

O relatório do USDA, que será divulgado hoje, é o principal foco do mercado. Espera-se que o documento traga as primeiras estimativas da safra de milho e soja, além de atualizações sobre oferta e demanda. Analistas projetam uma possível revisão para baixo da produtividade e da produção de milho nos Estados Unidos, o que pode aumentar a volatilidade dos contratos futuros.

Além disso, as condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos continuam a ser monitoradas de perto, uma vez que influenciam diretamente as estimativas de produtividade e o balanço global de oferta e demanda do cereal.

Liquidez restrita no mercado físico brasileiro

No Brasil, a comercialização do milho no mercado interno ocorre de maneira pontual, com consumidores demonstrando cautela e produtores segurando parte da oferta. Os embarques brasileiros permanecem abaixo dos níveis do ano passado, influenciados pelo atraso na colheita e pelos preços nos portos.

Em regiões como o Rio Grande do Sul, as indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto em Santa Catarina, a referência está próxima de R$ 60,00. A diferença entre os preços pedidos e oferecidos tem dificultado a liquidez em algumas áreas.

Com a colheita da segunda safra avançando lentamente, o Paraná registrou cerca de 52% da área colhida, enquanto Mato Grosso do Sul apresenta cotações entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca, com a indústria de bioenergia ajudando a absorver parte da oferta regional.

O mercado de milho, portanto, se encontra em um momento de expectativa, aguardando novas referências que podem impactar as cotações tanto no mercado internacional quanto no doméstico. A combinação de fatores como o relatório do USDA, as condições climáticas e a dinâmica de oferta e demanda será crucial para os próximos dias.

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