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Milho se valoriza no Brasil e em Chicago, mas safra recorde gera cautela no mercado

O mercado de milho no Brasil apresenta um cenário de alta, impulsionado pela valorização em Chicago, enquanto a expectativa de uma safra recorde gera incertezas sobre a oferta futura.

Milho se valoriza no Brasil e em Chicago, mas safra recorde gera cautela no mercado

Previa: O mercado de milho no Brasil apresenta um cenário de alta, impulsionado pela valorização em Chicago, enquanto a expectativa de uma safra recorde gera incertezas sobre a oferta futura.

O início da semana no mercado brasileiro de milho é marcado por uma tendência de alta, impulsionada pela valorização dos contratos na Bolsa de Chicago e pela firmeza no mercado físico. Contudo, a expectativa de uma produção recorde na safra 2025/26 mantém a atenção dos agentes econômicos, que buscam equilibrar oferta e demanda.

Preço do milho se mantém firme apesar da oferta elevada

Os preços do milho no Brasil continuam a se sustentar, mesmo com as previsões de uma safra abundante. De acordo com o Cepea, a postura cautelosa dos produtores tem contribuído para a redução da disponibilidade do cereal no mercado spot, o que ajuda a manter as cotações elevadas.

A combinação de uma oferta imediata menor e a presença de compradores ativos, como indústrias e consumidores, que buscam recompor estoques, tem sido crucial para a estabilidade dos preços. Entretanto, muitos compradores ainda apresentam propostas abaixo dos valores solicitados pelos vendedores.

Além disso, a influência dos preços internacionais e o atraso na colheita, somados a preocupações climáticas, têm impactado o mercado doméstico. O fenômeno El Niño também é um fator que gera apreensão sobre a produção e as decisões de comercialização.

Mercado internacional e sua influência nas cotações

No cenário internacional, os futuros do milho na Bolsa de Chicago estão em alta, o que acaba por beneficiar as cotações brasileiras. Na manhã de segunda-feira (17), os contratos apresentavam ganhos significativos, com o vencimento de setembro/26 sendo negociado a US$ 4,61 por bushel.

A alta nos preços internacionais é impulsionada pela demanda por grãos dos Estados Unidos e pelas tensões geopolíticas, especialmente entre os EUA e o Irã. As vendas externas também têm sido expressivas, com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) registrando operações diárias significativas desde o início do mês.

A situação no Estreito de Ormuz, que afeta a logística e o abastecimento global de commodities, também contribui para a pressão sobre os preços. Na última sexta-feira (14), os contratos de milho fecharam em alta, refletindo essa dinâmica de mercado.

Valorização na B3 e mercado físico

Os contratos futuros na B3 também registraram valorização, com o contrato de setembro/26 encerrando a semana a R$ 70,20 por saca. Essa alta é atribuída à valorização em Chicago e à alta do dólar, que impacta a paridade de exportação.

No mercado físico, os preços se mantêm firmes, mas as transações ainda são seletivas. As cotações variam entre R$ 56,00 e R$ 72,00 por saca, dependendo da região. No entanto, a liquidez é limitada em algumas áreas, e as diferenças entre as propostas de vendedores e compradores são notáveis.

Expectativas para o futuro do mercado de milho

A expectativa de uma safra recorde limita o potencial de uma alta prolongada nos preços. A grande disponibilidade de milho durante o ciclo de comercialização pode pressionar os preços, especialmente se os produtores decidirem liberar mais rapidamente suas colheitas.

O comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá de uma combinação de fatores, incluindo o ritmo da colheita, a comercialização dos produtores e as condições do mercado internacional. Para os agricultores, a recomendação é adotar uma estratégia de comercialização escalonada, aproveitando as oportunidades de venda sem comprometer toda a produção em uma única direção.

Com um volume significativo de milho disponível, os custos de armazenagem também se tornam um fator decisivo. O cenário econômico e a capacidade de exportação do Brasil serão fundamentais para equilibrar a oferta e garantir a rentabilidade dos produtores.

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