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Mercado de milho no Brasil recua com colheita da safrinha e preços pressionados

A colheita da safrinha de milho avança no Brasil, resultando em maior oferta do cereal e pressionando os preços no mercado. A liquidez permanece baixa, com compradores cautelosos diante...

Mercado de milho no Brasil recua com colheita da safrinha e preços pressionados

Previa: A colheita da safrinha de milho avança no Brasil, resultando em maior oferta do cereal e pressionando os preços no mercado. A liquidez permanece baixa, com compradores cautelosos diante do cenário atual.

O mercado de milho no Brasil enfrenta um momento desafiador, com a colheita da segunda safra (safrinha) avançando e aumentando a oferta do produto. Nesta sexta-feira (3), a baixa liquidez e a postura cautelosa dos compradores estão moldando as negociações, que ocorrem de forma pontual. Esse cenário impacta também os contratos futuros na B3, que têm apresentado queda.

Contratos futuros e preços em queda

Os contratos futuros de milho na Bolsa Brasileira encerraram a última sessão em baixa, refletindo a pressão da nova safra no mercado. O vencimento de julho de 2026 foi cotado a R$ 64,82 por saca, com uma leve queda de R$ 0,02. Para setembro, o preço foi de R$ 67,99, representando uma queda de R$ 0,35, enquanto o contrato de novembro fechou a R$ 71,10, com recuo de R$ 0,21.

Analistas apontam que, apesar do suporte da demanda nos setores de proteína animal, etanol de milho e exportações, o avanço da colheita deve manter os preços sob pressão nas próximas semanas, limitando a recuperação no curto prazo.

Colheita em destaque nos principais estados

No Paraná, um dos maiores produtores do país, a colheita da safrinha já alcançou 5% da área cultivada, com 79% das lavouras em boas condições. Embora as geadas recentes tenham causado danos localizados, o impacto no potencial produtivo foi mínimo. No mercado físico, os preços estão próximos de R$ 60,00 por saca, mas compradores estão oferecendo cerca de R$ 55,00 CIF, refletindo uma postura cautelosa.

No Rio Grande do Sul, a comercialização permanece lenta, com preços variando entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, e uma média estadual de R$ 59,08. Apesar da conclusão da colheita da safra de verão, que teve produtividade média de 7.362 quilos por hectare, os produtores estão relutantes em vender a esses preços, o que contribui para a baixa liquidez.

Em Santa Catarina, o cenário é semelhante, com negociações limitadas a pequenos volumes. Vendedores pedem cerca de R$ 65,00 por saca, enquanto compradores oferecem em torno de R$ 60,00, na expectativa de uma maior oferta da safrinha.

Pressão em Mato Grosso do Sul e perspectivas futuras

Em Mato Grosso do Sul, a intensificação da colheita também está aumentando a disponibilidade do cereal, mantendo os preços pressionados. Os valores variam entre R$ 48,67 e R$ 50,20 por saca, com a demanda focada em compras imediatas. Apesar do crescimento da indústria de etanol de milho, o mercado opera com cautela, aguardando novos lotes da safrinha.

As perspectivas para o mercado de milho indicam que a pressão sobre os preços deve continuar, especialmente com o avanço da colheita em estados produtores. A elevada oferta interna, combinada com um cenário global favorável, tende a limitar reações mais significativas nas cotações.

Os compradores, por sua vez, estão adotando uma estratégia de aquisição apenas dos volumes necessários para reposição imediata, enquanto aguardam uma oferta ainda maior nas próximas semanas. O mercado permanece atento às exportações brasileiras, ao comportamento do dólar e às condições climáticas nos Estados Unidos, que poderão influenciar os preços no segundo semestre.

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