Previa: Um acidente envolvendo uma criança de nove anos, ocorrido três meses antes da morte de uma jovem em um salto de rope jump, levanta questões sobre a segurança das atividades realizadas por uma equipe clandestina em Limeira, SP.
Em Limeira, interior de São Paulo, um menino de nove anos sofreu ferimentos durante um salto de rope jump com a equipe “Entre Cordas”. O incidente ocorreu três meses antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que também se acidentou em um salto realizado sem corda de segurança.
O garoto se feriu devido a uma falha no sistema de debreagem, que é responsável por frear a corda. Luis Gustavo, um dos integrantes da equipe, relatou ao programa Fantástico que, após o salto, percebeu que o menino não havia gritado como de costume, o que o levou a verificar a situação e encontrar a criança no chão.
O pai do menino, que também estava presente no salto, prestou depoimento à polícia como testemunha do acidente. As atividades da equipe continuaram mesmo após o ocorrido, culminando na tragédia que vitimou Maria Eduarda em 13 de junho, quando ela foi lançada da ponte sem a corda de proteção.
Indiciamento de responsáveis
A Polícia Civil indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves por homicídio qualificado e fraude processual. Ela foi presa em 20 de junho, uma semana após a morte de Maria Eduarda. Outros dois integrantes da equipe, que foram detidos na mesma data, tiveram suas prisões revogadas.
Três outros membros da equipe, que estavam presentes durante o acidente com Maria Eduarda, foram presos em flagrante e indiciados por homicídio com dolo eventual, caracterizando a assunção de risco de morte. A investigação revelou um padrão de ocultação de provas nos dois casos.
Testemunhas relataram que uma pessoa removeu a câmera que estava com Maria Eduarda logo após o impacto. Luis Gustavo confirmou que recebeu ordens da organizadora para recolher o equipamento, evidenciando uma tentativa de apagar as gravações do acidente.
Além disso, uma mensagem de áudio de uma ex-funcionária indicou que a organizadora já havia solicitado a remoção de provas após o acidente com o menino. Diante do histórico de ocultação, Evelyne também responderá por fraude processual, complicando ainda mais a situação da equipe “Entre Cordas”.











