Previa: A Maximus Agronegócio planeja um salto significativo na produção, com a expectativa de abater 110 mil bovinos em 2026. O crescimento é impulsionado por um modelo inovador de confinamento que promete maior eficiência e transparência na relação com os pecuaristas.
A Maximus Agronegócio, uma das principais empresas do setor, está prestes a alcançar um marco histórico ao projetar a abate de 110 mil bovinos em 2026. Este crescimento é sustentado por um modelo de confinamento inovador, que se destaca por sua abordagem de cobrança baseada na quantidade de matéria seca consumida pelos animais, ao invés dos tradicionais contratos por diária ou arroba produzida.
Com três unidades de confinamento localizadas em Sertãozinho, Clementina e Sales, no interior de São Paulo, a empresa busca alinhar os interesses de todos os envolvidos na cadeia produtiva. O novo sistema oferece previsibilidade de custos, transparência nas transações e uma eficiência produtiva superior.
Modelo de cobrança por matéria seca transforma a pecuária
Desenvolvido há quase uma década pelo zootecnista Neto Sartor, o modelo de cobrança por matéria seca se consolidou como a principal forma de contrato da Maximus. Em 2025, cerca de 89,5% dos contratos de engorda terceirizada foram realizados sob essa modalidade, evidenciando a aceitação crescente entre os produtores.
Este sistema elimina conflitos de interesse comuns nos contratos tradicionais, onde a remuneração é baseada na diária ou na arroba. Agora, o pecuarista paga apenas pelo alimento efetivamente fornecido, enquanto o desempenho é avaliado pela eficiência na conversão alimentar em ganho de carcaça.
Segundo Sartor, essa mudança promove uma colaboração mais eficaz entre confinamento e pecuarista, pois ambos têm o mesmo objetivo: maximizar o consumo e a eficiência na transformação do alimento em carne.
Transparência e gestão estratégica no confinamento
Outro aspecto positivo do modelo é a redução de divergências comerciais entre os envolvidos. Fatores como o peso inicial dos animais e as perdas durante o transporte não impactam mais diretamente nos custos da engorda, o que proporciona maior previsibilidade financeira.
Para Pablo Campos, diretor da Maximus, o confinamento deve ser visto como uma ferramenta de gestão, e não apenas como uma solução para produtores sem estrutura própria. A transparência nos contratos fortalece a confiança e melhora a tomada de decisões nas fazendas.
A Maximus foi criada para solucionar os desafios da engorda terceirizada, identificando problemas comuns enfrentados por pecuaristas. Desde sua fundação em 2017, a empresa tem se adaptado às necessidades do mercado, oferecendo soluções que vão além da engorda, como o fornecimento de animais para programas de carnes premium.
Perspectivas de crescimento e valorização da cadeia produtiva
A expectativa de abater 110 mil bovinos em 2026 representa um novo ciclo de crescimento para a Maximus. Desde o início de suas operações, a empresa tem mostrado uma evolução constante, com números que refletem a consolidação do negócio.
- 20,3 mil bovinos abatidos em 2018;
- 34,7 mil animais em 2019;
- 43 mil cabeças em 2020;
- 96.993 animais em 2025.
Além de prestar serviços de engorda, a Maximus também oferece soluções financeiras, como antecipação de recebíveis, para pecuaristas que mantêm animais em confinamento. O avanço do modelo de cobrança por matéria seca está alinhado com a crescente profissionalização da pecuária de corte no Brasil, que busca eficiência, redução de custos e gestão baseada em indicadores de desempenho.











